REFORMA


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Em represália à proibição pelo STF (Supremo Tribunal Federal) das empresas financiarem campanhas eleitorais, o Congresso Nacional está apresentando projetos de lei aumentando absurdamente os recursos do fundo partidário, custeado com o dinheiro de nossos impostos, e tentando impor o sistema de lista fechada para os chefões políticos poderem indicar arbitrariamente, sem consulta prévia às bases, os candidatos a cargos eletivos. Quer dizer, o povo, além de gastar mais para financiar campanhas eleitorais eivadas de mentiras e falsas promessas, ainda ficaria privado do direito de escolher seus candidatos. Não há político inocente: quem não é pessoalmente corrupto é conivente ou omisso. Já passou da hora de entendermos que culpado é o sistema e não o indivíduo. Se não mudarmos a causa, colheremos sempre os mesmos resultados. Se um candidato a um cargo eletivo terá de gastar uma fortuna para financiar sua campanha, o dinheiro seu ou de patrocinadores deverá ter um retorno com lucro proporcional, pois ninguém dá nada de graça. Urge, portanto, uma profunda reforma eleitoral e política, visando: 1) adotar o sistema parlamentarista com apenas dois partidos, um liberal (PL) e um social (PS) para garantir a governabilidade, sem depender de partidos de aluguel; 2) voto distrital para o eleitor conhecer bem e acompanhar o desempenho dos escolhidos; 3) campanha eleitoral reduzida no tempo, no espaço e nos custos para dar igualdade de oportunidades a todos os candidatos; 4) ocupação de cargos públicos por concurso de títulos e provas para evitar nepotismo e apadrinhamento.
Salvatore D’Onofrio
Rio Preto - SP

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