ACUSADOS DE CORRUPÇÃO SE DIZEM INOCENTES: QUEM LEVOU O DINHEIRO?
Há muito o brasileiro sabe da corrupção envolvendo obras governamentais ou empresas estatais e empreiteiras. Muito dinheiro rolou por debaixo do tapete em toda a História do País, seja para conseguir vantagens ilícitas ou então para engordar bolsos de gananciosos que não se preocupam se estão tirando o alimento da boca de crianças ou impedindo um serviço de saúde de qualidade para a maioria da população. Desde o descobrimento é assim e a coisa só piorou nos últimos anos, onde um sistema político controlado por poucos e mal intencionados caciques que buscam manter o seu “status quo”, sangrando os cofres públicos que são abastecidos pela maioria dos brasileiros. Estes sentem-se órfãos, já que não há contrapartida ao que sai dos seus bolsos: a saúde é precária, o ensino fraco e ainda temos bolsões de miséria por causa da negligência do Poder Público.
Nesta semana, o ministro Edson Fachin do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido do procurador-geral Rodrigo Janot, mandou investigar nove ministros de Temer, 29 senadores, 42 deputados federais e três governadores, com base na delação de 78 executivos da Odebrecht. A repercussão foi imensa, já que ainda coloca na berlinda três ex-presidentes da República (Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff) que dominaram a cena do País nos últimos vinte e poucos anos. Porém, todos, sem exceção, usam o mesmo discurso: “não vi”, “não sei”, “desconheço”, “sempre agi dentro da lei” e por aí vai. Com isso, o Brasil assiste uma pantomima onde aqueles que pagaram fortunas a políticos, partidos, intermediários e diretores de estatais (e há provas disso) acusam e os acusados negam qualquer ato de corrupção. Porém, poucos acreditam neles.
O que se pergunta: então, onde foi parar o dinheiro? E as contas em paraísos fiscais? A delação dos executivos da Odebrecht é minuciosa e envolve a maioria dos chamados grandes partidos no País, o que demonstra a necessidade de uma apuração rápida e julgamentos mais céleres ainda, sob o risco de continuarmos sendo dirigidos por indivíduos que locupletam sem qualquer remorso. Enquanto isso, crianças morrem sem atendimento médico, alunos deixam o ensino fundamental sem conseguir compreender um texto e a infraestrutura continua ineficiente. Enquanto esse Brasil for governado como acontece até agora, dificilmente teremos condições de evoluir, crescer e prosperar. A Lava Jato foi um divisor de águas, mas precisamos continuar com a depuração necessária nos quadros políticos se quisermos chegar ao futuro como uma das maiores Nações do mundo, com um Poder Público eficiente e habitantes realmente satisfeitos.
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