Alvo dos manifestantes, o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) afirmou aos universitários que não havia razão para o manifesto. “Vocês estão protestando contra um projeto que não existe, contra uma audiência pública que jamais foi marcada e contra um assunto que jamais foi discutido na Câmara”, disse ele.
O vereador disse que sua luta é para forçar o governo municipal e as faculdades a aumentarem a quantidade de bolsas oferecidas. “Essa é minha batalha, principalmente, nos cursos mais caros do Uni-Facef. A intenção é fazer avançar a participação das faculdades na concessão de bolsas. Graças à nossa iniciativa, resultados começaram a aparecer”, ressaltou Corrêa Neves.
As explicações foram cortadas várias vezes por vaias e gritos dos universitários. O vereador, que está afastado da direção do GCN desde que tomou posse como vereador, no dia 1º de janeiro, disse que a matéria postada pelo Portal GCN, afirmando que o prefeito Gilson de Souza (DEM) estudava a possibilidade de privatizar as faculdades, foi retirada do ar tão logo o erro foi constatado.
“Resta a quem errar, corrigir. A matéria foi precipitada e incorreta. O erro não é menor do que o pré-julgamento de muitos.”
Corrêa Neves ressaltou que o jornal Comércio da Franca e a rádio Difusora não divulgaram a matéria equivocada. “No dia seguinte, inclusive, o jornal publicou artigos contra a privatização, como as duras palavras do advogado Denílson Carvalho”, destacou.
No período da tarde, durante a fase das explicações pessoais, Corrêa Neves Júnior voltou a abordar o tema na tribuna da Câmara.
O vereador lamentou que apenas três ou quatro pessoas estivessem no plenário. “É nestas condições que discutimos coisas relevantes, como a questão das bolsas de estudo que deram origem a esta polêmica. A história da humanidade está recheada de momentos em que multidões inflamadas cometeram atrocidades. Quando é que lutar por bolsas para quem precisa é pecado, crime?”, indagou Corrêa Neves Júnior.
O vereador disse que durante o protesto não teve condições de explicar sua posição e concluir o raciocínio por causa dos gritos, ofensas e provocações que recebeu. “Sou um homem do debate, mas parece que não havia interesse em buscar uma solução. É preciso respeitar a opinião e saber ouvir. Eu não desisto. Vou dobrar as bolsas de estudo, vou infernizar a vida do prefeito, vou continuar pressionando vocês (vereadores) para que a gente consiga elevar o número de bolsas.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.