Mulher vira ré em processo contra assessor de Feliciano


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Patrícia Lelis com Marco Feliciano em imagem de arquivo
Patrícia Lelis com Marco Feliciano em imagem de arquivo

A jornalista e ex-simpatizante do Partido Social Cristão (PSC) Patrícia de Oliveira Souza Lélis, de 23 anos, virou ré no processo em que é acusada de mentir e extorquir dinheiro de Talma de Oliveira Bauer, de 65, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Segundo o site G1, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP). A 1ª Promotoria Criminal aponta que Patrícia mentiu para a Polícia Civil em 2016, ao afirmar que foi sequestrada e mantida em cárcere privado por Talma. Devido à acusação, o assessor chegou a ser preso.

Ela também é acusada de extorquir Talma para gravar vídeos desmentindo a acusação de assédio sexual. Patrícia dizia que o deputado federal teria cometido o crime de assédio. Por e-mail, a jornalista criticou Luiz Roberto Hellmeister, então delegado do 3º Distrito Policial (DP), Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo, que a indiciou.

"Lembrando que eu fui acusada de um caso que o STF [Supremo Tribunal Federal] ainda não julgou, e o delegado que fez tal acusação carrega nas costas crimes bárbaros que aconteceram dentro da sua delegacia, como por exemplo o caso da Verônica Bolina, que foi brutalmente agredida dentro da própria delegacia", escreveu ela, fazendo referência à travesti agredida em 2015.

"Tenho testemunhas que estavam presentes na delegacia, que vão dar testemunho ao meu favor, dizendo sobre a conduta do delegado, e sobre os inúmeros xingamentos que se refere a mim", continua Patrícia. O delegado não foi encontrado para comentar as acusações da jornalista.

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