Alvo dos manifestantes, o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) disse que nunca houve protesto tão singular na história de Franca como o que está sendo realizando pelos universitários. Disse que a grande adesão se deu graças à iniciativa dos diretores, que cancelaram aulas e liberaram funcionários para acompanharem os manifestos na Câmara. "Vocês estão protestando contra um projeto que não existe, contra uma audiência pública que jamais foi marcada e contra um assunto que jamais foi discutido na Câmara".
O vereador disse que sua luta é para forçar o governo e as faculdades aumentarem a quantidade de bolsas oferecidas aos estudantes. " Essa é minha batalha, principalmente, nos cursos mais caros do Uni-Facef. A intenção é fazer avançar a participação das faculdades na concessão de bolsas. Graças à nossa iniciativa, resultados começaram a aparecer. Mais uma vez, eu afirmo: não há nenhum projeto com este objetivo".
O discurso foi cortado por gritos dos universitários de: "A faculdade é nossa".
O vereador, que está afastado da direção do GCN desde que tomou posse, disse que a matéria postada pelo Portal GCN, afirmando que o prefeito avaliava a possibilidade de privatizar as faculdades, foi retirada do ar tão logo o erro foi constatado. "Resta a quem errar, corrigir. A matéria foi precipitada e incorreta. O erro não é menor do que o pré-julgamento de muitos. O jornal Comércio da Franca e a rádio Difusora não divulgaram a matéria equivocada. No dia seguinte, o jornal publicou artigos contra a privatização, como as duras palavras do advogado Denilson Carvalho".
O presidente Marco Garcia (PPS) resumiu as discussões. "Está claro que não vai privatizar. É mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha do que as faculdades serem privatizadas."
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