Sobre motoristas, batidas e radares


| Tempo de leitura: 2 min
BATIDAS NA RODOVIA LEVAM À DISCUSSÃO: O QUE É MELHOR PARA O TRÂNSITO DE FRANCA?
 
Seis acidentes e vinte carros envolvidos num único dia: a sequência de batidas registrada na última quinta-feira traz de volta uma velha discussão a respeito do trânsito francano. Reconhecidamente problemático, o tráfego de veículos na malha viária urbana e nas estradas do município é considerado um dos piores de todo o País, não apenas por causa da configuração das ruas e avenidas da cidade, mas principalmente em razão da falta de conscientização dos próprios motoristas. Uma anedota que já se tornou recorrente é que o maior problema do trânsito em nossa cidade é aquela “pecinha” que fica atrás do volante. Ou seja, o próprio condutor. E não está longe da verdade, já que por aqui, mesmo tendo exames para motoristas bastante rigorosos. Alie-se a ruas estreitas, com excesso de carros e chega-se ao número recorde de acidentes e vítimas do trânsito no município.
 
Nem as sanções mais rigorosas do novo CNT (Código Nacional de Trânsito) são capazes de fazer o motorista francano dirigir com responsabilidade. Quantos já morreram por causa de um condutor embriagado? E os desastres causados pela falta de sinalização (com a seta) numa conversão? E os carros sem condições, com pneus carecas, freios em condições precárias e itens de segurança ausentes? Isso sem contar a falta de atenção. Hoje, em Franca, para se dirigir com segurança, é preciso prestar atenção não apenas no próprio veículo, mas também nos demais que trafegam por nossas ruas e rodovias. Aqui, ainda hoje, se dirige prestando atenção no celular (e até falando nele, embora seja considerada infração de trânsito, com multa pesada e perda de pontos na carteira) ou conversando com passageiros no banco de trás, tirando a atenção do trânsito à frente. Até motoristas de coletivos da São José não se furtam em conversar com passageiros, quando é necessária concentração total no que acontece à sua volta.
 
Na área urbana da rodovia Cândido Portinari (são cinco quilômetros entre as proximidades do Posto Galo Branco e a saída para Cristais Paulista), onde aconteceram as colisões de quinta-feira, o sargento Cimar Mariano da Silva, supervisor da base da Polícia Rodoviária de Franca e que trabalha como patrulheiro há 25 anos, sugere o fechamento das oito alças de acessos dos bairros para reduzir o contato entre os motoristas urbanos e os que estão habituados com as pistas. Ele ainda defende a redução do limite de velocidade na área urbana e a multiplicação de radares fixos no trecho. Mas nada disso será eficiente caso os motoristas francanos não se conscientizem que de, mal utilizado, um veículo pode se tornar uma arma das mais perigosas, capaz de matar, mutilar e ferir não apenas os seus ocupantes, mas também outros inocentes, como pedestres e ocupantes de outros veículos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários