Hoje inicia-se a Semana Santa com a bênção e a procissão dos Ramos. A Procissão de ramos é de louvor e a Missa nos faz refletir sobre a Morte e Ressurreição do Senhor.
Primeira Leitura: Isaías 50: Isaias reconhece ter recebido de Deus as qualidades que o tornam apto para esta missão: sabe falar bem, tem um caráter forte, não se deixa amedrontar, não se abate diante das dificuldades, sabe ouvir e meditar a palavra de Deus. Está consciente do fato de que não poderá desenvolver a sua missão com tranquilidade. Aguarda-o uma forte oposição.
Não obstante tudo isso, porém, ele permanecerá fiel ao Senhor e levará a cabo a sua missão em favor dos oprimidos, sempre com a certeza de ter Deus a seu lado.
Segunda Leitura: Filipenses 2: Paulo amava muito a comunidade de Filipos. Havia ali muitas pessoas simples e generosas às quais era ligado por sólida amizade. Todavia, como acontece até nas mais fervorosas comunidades de hoje, também em Filipos havia o problema da inveja entre e os cristãos.
Paulo sente, então, a necessidade de recomendar aos filipenses; “Não deveis fazer nada por egoísmo, ou para sentir-vos superiores aos outros”. Para conseguir fazer penetrar até o fundo do coração dos filipenses este ensinamento, Paulo continua sua exortação apresentando o exemplo de Jesus Cristo e o faz citando na sua carta um canto bonito executado naquela comunidade.
Evangelho: Mateus 26: Após a morte e ressurreição de Jesus, os discípulos começaram logo a anunciar a todos a Boa Nova. A narração da Paixão que nos é proposta hoje é a de Mateus. Como pode Jesus ser o Messias? Ele foi derrotado! Aos pés da cruz os judeus manifestam esta sua ideia no insulto que dirigem a Jesus: “Salva a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce a cruz!”
Para os judeus e para todos os que também hoje se escandalizam diante de um Messias derrotado, Mateus responde: as profecias do Antigo Testamento anunciam um Messias humilhado, perseguido e morto, dizem que ele deveria ser o companheiro de todo homem sofredor e oprimido. Somente Mateus narra os fatos extraordinários que ocorreram com a morte de Jesus: “A terra tremeu, as rochas se quebraram, os mortos ressuscitaram...”
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br
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