'Somos testemunhas da História', afirma fotógrafo


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Natural de Coqueiral (MG), o fotógrafo aposentado Carlos Ponce de Leon, de 77 anos, completou neste ano 59 anos eternizando as imagens
Natural de Coqueiral (MG), o fotógrafo aposentado Carlos Ponce de Leon, de 77 anos, completou neste ano 59 anos eternizando as imagens
Natural de Coqueiral (MG), o fotógrafo aposentado Carlos Ponce de Leon, de 77 anos, completou neste ano 59 anos eternizando as imagens que encontra pela frente. Em Franca desde 2007, Carlos é conhecido por atuar em todas as sessões da Câmara Municipal da cidade desde então. Antes, ele trilhou um caminho de sucesso no ramo e diz que o “vício” pela profissão o manteve atuando até hoje. 
 
O primeiro contato de Carlos Ponce com a fotografia aconteceu em 1958, quando ele morava em Belo Horizonte. Convidado por um fotógrafo, ele passou a trabalhar em eventos e se apaixonou pelo mundo de retratar imagens. “Depois desse primeiro contato eu nunca mais parei. Costumo dizer que a fotografia é um vício e é muito difícil de abandoná-lo”, confessa.
 
Pouco tempo depois, em meados de 1963, ele se mudou para Brasília (DF), onde trabalhou no Correio Braziliense, durante o governo João Goulart, por aproximadamente 2 anos, até ser demitido após o Golpe Militar de 1964.
 
Pouco tempo depois, sob a influência da mãe que era professora do EMFA (Estado Maior das Forças Armadas), foi contratado para trabalhar como técnico em cartografia no Ministério da Aviação durante o governo do presidente Castelo Branco, um dos idealizadores do golpe. Apesar disso, nunca abandonou a fotografia e, um tempo depois, se tornaria o fotógrafo oficial da Presidência, onde permaneceu até o primeiro ano do presidente Costa e Silva. Assim como muitos profissionais da comunicação na época, Carlos Leon acabou perseguido na Ditadura, quando saiu do posto que ocupava na Presidência e chegou a ficar seis meses preso. Depois retornou ao Ministério de Desenvolvimento até se aposentar em 1999. Em paralelo continuou a fotografar eventos, especialmente os políticos.
 
Durante sua carreira passou por várias cidades e Estados. Entre os momentos mais inesquecíveis da profissão, destaca a inauguração do Museu JK, em Brasília, o Museu do Índio, a visita do então primeiro ministro da França, Charles de Gaulle, além de diversas participações na Câmara. “O fotógrafo é testemunha ocular da história. Através das nossas lentes, somos testemunhas da história e também participamos dela. Tenho orgulho de cada passo que dei até chegar onde estou hoje e pretendo continuar até quando conseguir”, finalizou.

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