ROMBO NAS CONTAS SÓ CRESCE E POLÍTICOS QUEREM QUE SOMENTE TRABALHADOR PAGUE
Não é a primeira vez que tocamos nesse assunto por aqui. E, pelo andar da carruagem, também não será a última. Enquanto exigem sacrifícios dos trabalhadores brasileiros, que arcam com aumento de impostos e cortes em benefícios, com a manutenção de um contingente superior a 13 milhões de trabalhadores sem emprego, os políticos eleitos, responsáveis pelo destino do País, lutam para manter as suas mordomias. Enquanto os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) não se conscientizarem da necessidade de cortar os seus gastos, nada poderá dar certo. O rombo nas contas públicas só cresce, ainda mais depois que os cargos comissionados permaneceram sem cortes e os vencimentos e benefícios deles recebem aumentos acima da inflação. A maioria dos brasileiros é obrigada a manter a administração pública e para isso vem apertando o cinto nos últimos anos.
Nesse sentido, a equipe econômica anunciou ontem que revisou a meta fiscal de 2018 para um rombo de R$ 129 bilhões, cifra que se refere às contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). A previsão anterior era de déficit de R$ 79 bilhões. Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, citou a crise econômica de 2015-2016 como o principal motivo para a revisão. Concretizada a projeção para 2018, será o quinto ano consecutivo em que a União fecha com as contas no vermelho, gastando mais do que arrecada. No caso do setor público consolidado, que inclui Estados, municípios e estatais, a meta é de déficit de R$ 131,3 bilhões para o ano que vem. Ambos os valores equivalem a 1,8% do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2019, o governo central deve ter novo déficit segundo as projeções do governo, desta vez de R$ 65,0 bilhões. Só em 2020 é que o resultado primário deverá voltar ao azul, com superávit esperado de R$ 10 bilhões. No caso do setor público consolidado, as metas
são de déficit de R$ 63,8 bilhões em 2019 e de superávit de R$ 23,2 bilhões em 2020.
Estamos vivendo uma situação onde se percebe a completa falta de espírito público e preocupação com o bem coletivo daqueles que fizeram o juramento de defender, proteger e cuidar da Nação brasileira. Presidente, ministros, senadores e deputados, principalmente, não se preocupam em reduzir os seus gastos e, muito menos, cortar benefícios que não contemplam a maioria dos trabalhadores brasileiros. Caso trouxessem seus proventos para dentro da realidade que vivemos, o País sairia deste buraco muito antes do projetado. Mas eles não querem e buscam, ainda, com a chamada reforma política, fazer com que o contribuinte pague ainda mais, além de tentar evitar que o recebimento de propina (ou seja, o caixa dois, que é tudo a mesma coisa) deixe de ser considerado crime. É o fim!
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