Protesto contra privatização reúne cerca de 400


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Manifestantes na porta da Câmara Municipal
Manifestantes na porta da Câmara Municipal
O protesto organizado pelo Diretório Academico da Faculdade de Direito de Franca contra a ideia de privatização das duas faculdades municipais reuniu nesta manhã cerca 400 estudantes com camisetas  do curso.
 
A discussão sobre a venda à iniciativa privada das instituições de ensino nasceu depois que o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) cobrou maior contribuição, por meio do aumento do número de bolsas de estudo oferecidas, das duas faculdades. “São instituições municipais que, na minha opinião, podem retribuir melhor o investimento que a sociedade de Franca fez. As municipais precisam contribuir mais, oferecendo mais oportunidades aos estudantes francanos que não têm condições de arcar com seus estudos. Essa é a minha luta”, disse. 
 
A reação dos alunos foi imediata. Criticaram a eventual discussão do assunto nas redes sociais, ao longo da tarde de ontem, e organizaram o protesto para a manhã desta sexta-feira. Ao som dos gritos de guerra "onde já se viu querer deter nossa voz estudantil" e a verdade é dura privatizar só faz bem à prefeitura", o grupo segurando cartazes de "não à privatização" e "educação não é mercadoria", deixou o boulevard e seguiram rumo à Câmara, interrompendo o trânsito em uma das pistas da avenida sete de setembro. Na câmara, fizeram uma declaração. "Nós, estudantes da Faculdade de Direito, estamos aqui na frente da Câmara para nos posicionar. 60 anos de tradição não são assim tão facilmente vendidos à privatização. À privatização, não! 60 anos de tradição não se vendem à privatização."
 
Em seguida, o grupo seguiu até a prefeitura, onde interromperam o trânsito em uma das pistas da Av. Presidente Vargas. Já dentro do Paço Municipal, os estudantes cobraram a presença do prefeito "Gilson de Souza cadê você eu vim aqui só pra te ver" e novamente fizeram discurso. Depois começaram a bater palmas e informaram que este é apenas o primeiro protesto contra a privatização.
 
O procurador do município Eduardo Campanaro, representando o prefeito que está na reunião do Comam em Ipua, se dispôs a receber uma comissão de representantes dos estudantes. Mas os estudantes não aceitaram. "Não vai subir ninguém. Se quiser falar com a gente, bota a cara e vem aqui pra frente".
 
Em seguida, cobraram a presença do vice-prefeito Frank Pereira e o do chefe de gabinete Agostinho. Ninguém desceu. Os estudantes esperaram até as 10h40 e depois deixaram o Paço prometendo um novo protesto para terça-feira na Câmara Municipal.

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