Os estudantes da FDF (Faculdade de Direito de Franca) e do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca) marcaram para a manhã desta sexta-feira uma marcha de protesto contra a possibilidade de privatização das duas autarquias municipais.
A discussão sobre a venda à iniciativa privada das instituições de ensino nasceu depois que o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) cobrou maior contribuição, por meio do aumento do número de bolsas de estudo oferecidas, das duas faculdades. “São instituições municipais que, na minha opinião, podem retribuir melhor o investimento que a sociedade de Franca fez. As municipais precisam contribuir mais, oferecendo mais oportunidades aos estudantes francanos que não têm condições de arcar com seus estudos. Essa é a minha luta”, disse.
Por conta das discussões e com receio de o prefeito Gilson de Souza (DEM) levar a- diante a ideia de privatização, os estudantes devem fazem uma passeata saindo da Faculdade de Direito e caminhando até a Câmara Municipal. “Seria um prejuízo inimaginável entregar o respectivo complexo da Faculdade de Direito (hoje muito bem estruturado, com dois prédios, ar-condicionado e projetores em todas as salas, biblioteca, quadra, etc.) à iniciativa privada”, dizem os organizadores, por meio de uma nota divulgada na tarde de ontem.
Não há estudo
O prefeito Gilson de Souza (DEM) ficou surpreso ao ser informado do protesto. “Defendo qualquer manifestação popular. O protesto é o amadurecimento da democracia. Mas neste caso não há razão. Não temos qualquer estudo sobre a privatização das municipais”, garantiu.
O que há, segundo Gilson, são discussões iniciais sobre formas de melhorar a parceria entre a Prefeitura e as faculdades. “Temos duas autarquias de excelência no ensino. O que quero é poder contar com elas. Quero estreitar os nossos laços, gerando novos serviços e melhorias para a população. Não falo apenas de bolsas de estudo, mas de um leque maior de serviços à população.”
Segundo ele, esse estreitamento ainda precisa ser melhor debatido e conversado. “Quero conhecer os detalhes das autarquias, saber seus números, seus programas, suas rotinas. Primeiro, preciso saber esses detalhes, para depois propor mudança e ampliações de bolsas e serviços.”
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