A morte de uma idosa de 80 anos causou revolta em familiares e terminou no 1º Distrito Policial. Segundo a filha de Quitéria Maria de Jesus, sua mãe pode ter sido vítima de negligência na Santa Casa de Franca. “A moça aplicou uma injeção nela. Ela disse que era remédio de estômago. Minha mãe apagou, perdeu os movimentos... Eles falaram que era efeito do remédio. Depois o médico chegou e olhou e disse ‘essa senhora’ tá parada (morta)”, disse a Quitéria Margarida Blois, filha da vitíma. “Infelizmente sua mãe faleceu”, teria dito o médico.
A causa da morte não foi revelada. O fato ocorreu de terça para quarta-feira, 5. Desesperada, a família resolveu procurar a polícia. A Santa Casa nega que houve erro. (Veja nota abaixo)
Quitéria Maria de Jesus está sendo velada na casa de familiares, na rua Orozimbo Campos Oliveira, na Vila Imperador. O enterro acontecerá às 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
No começo da tarde desta quinta-feira, 6, os filhos de Quitéria publicaram um vídeo no Facebook, no velório da mãe. Com fotos da idosa nas mãos e ao lado do corpo, os filhos mostraram a indignação pela morta da mãe.
“Este vídeo é para mostrar a nossa indignação com o que aconteceu com a nossa mãe na Santa Casa de Franca, pois ao tomar uma injeção na veia às 16h30 ela adormeceu. Então foi questionar a enfermeira chefe Camila, do período da tarde, ela veio me atender trazendo o prontuário de minha mãe. Ao questionar o porquê a minha mãe dormia tanto após tomar a injeção, o que para a minha surpresa leu todo o prontuário e me disse que não avia medição para este horário no prontuário. E me falou que infelizmente não poderia fazer nada e pediu para que procurasse o chefe da enfermagem da manhã. Então procurei ele ontem e fomos entrar no quarto junto com o médico. Entramos no quarto e o resultado foi este que todos já sabem minha mãe já estava morta”, escreveu Allan Jhonnis Blois.
Veja o vídeo:
No começo da tarde desta quinta-feira, 6, a Santa Casa emitiu nota à imprensa sobre o ocorrido e negou que tenha havido problemas no atendimento com Quitéria. Para o hospital, a situação da paciente já era grave e a família foi avisa.
Leia a nota:
Em 04 de abril de 2017 deu entrada nas dependências da Santa Casa de Franca a paciente Quitéria Maria de Jesus Domingos da Silva Blois, encaminhada pelo Pronto Socorro Municipal, apresentando quadro de tosse com expectoração amarelada há cerca de dois dias e alteração do quadro mental; além disso, fazia uso de oxigênio domiciliar devido ao DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), era hipertensa, diabética e obesa.
A paciente foi recebida no Pronto Atendimento da Santa Casa e encaminhada para internação na enfermaria de clínica médica (3º andar), com diagnóstico de DPOC exacerbado por pneumonia. Durante seu período de internação, a paciente foi devidamente assistida pela equipe multiprofissional, porém, devido ao quadro clínico e comorbidades (hipertensão, diabetes, obesidade) a mesma não reagiu ao tratamento, vindo a falecer às 8h15 do dia 05 de abril de 2017, em virtude de septicemia como consequência da pneumonia.
Quanto às alegações dos familiares da paciente Quitéria Maria de Jesus Domingos da Silva Blois, no sentido de que a mesma veio a óbito em virtude da aplicação de uma medicação na veia, informamos que após revisão rigorosa do prontuário médico, realizada pela equipe de revisão de prontuário, confirmou-se o quadro que já havia sido informado aos familiares, pelo médico responsável pelo caso, ou seja, de que a paciente veio à óbito em razão de complicações do quadro inicial (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
Destacamos que a paciente recebeu o medicamento Ranitidina de forma intravenosa, conforme prescrição médica, na tarde do dia 4/4/2017 e veio a falecer na manhã do dia seguinte (5/4/2017), não havendo, assim, qualquer relação entre a aplicação deste medicamento e seu óbito. Ao contrário do relatado pelos familiares em entrevista junto à TV Record, NÃO HOUVE ERRO NA ADMINISTRAÇÃO DOS MEDICAMENTOS, sendo apenas administrados os medicamentos prescritos pelo médico responsável do caso.
Ressaltamos que a Santa Casa de Franca vem pautando sua atuação com transparência, inclusive, realizando atendimentos médicos em patamar acima dos limites contratados pelo Gestor SUS, equacionando seus escassíssimos recursos para o bem da população.
Por fim, a Santa Casa informa que, em virtude do posicionamento irresponsável dos familiares da paciente que, antes mesmo de buscar qualquer esclarecimento, preferiram alarmar a população, apresentando versão inverídica e sensacionalista sobre os fatos por meio de entrevista transmitida em canal de TV de grande visibilidade, afetando, inclusive, os pacientes internados na Instituição, causando a todos sensação de medo e insegurança ao comparar o caso desta paciente com o da fotógrafa (caso de grande repercussão em que houve confissão, por parte da técnica de enfermagem que a atendeu, de ter aplicado medicação equivocada e que teria a levado a óbito), tomará esta Instituição as medidas cabíveis contra todos os responsáveis pela propagação de falsas informações sobre o caso da paciente em questão, inclusive na esfera judicial.
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