Cumprir o dever


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Dentre os preceitos fundamentais que se encontram insculpidos em nossa consciência, que são imutáveis e desafiam os tempos e a modernidade, o cumprimento inflexível do dever, é um dos mais relevantes. Sim, pois a nossa existência exige de cada um de nós o cumprimento de obrigações para com nós mesmos, para com o próximo, para com o nosso trabalho, para com o planeta e principalmente para com o Criador.
 
Temos o mau vezo de nos preocuparmos mais com os deveres dos outros e descuramos daquelas obrigações que nos cabem. Somos rigorosos com o próximo e tolerantes para conosco mesmo.
 
Certa vez ouvi de um amigo, com sólida formação militar, que a maior satisfação de um soldado ou de um general não é apenas receber uma medalha de honra ao mérito, mas sim ter a consciência tranquila do dever cumprido. No mesmo sentido, Emmanuel, pelas mãos de Chico Xavier, legou-nos um lapidar ensinamento: “a nossa felicidade está no dever cumprido”.
 
O cumprimento das nossas obrigações, eleva sobremaneira a nossa autoestima, constituindo-se em poderoso remédio contra os males da alma, pois tal agir denota uma bravura do espírito, conferindo-nos o vigor necessário ao nosso aperfeiçoamento moral e, consequentemente, a reforma íntima.
 
Mas, infelizmente, alguns homens públicos só se preocupam em cumprir com os deveres que os seus cargos lhe impõem, quando os holofotes da mídia estão ligados. Para esses, resta a advertência de que para cumprirmos com as nossas obrigações, temos, às vezes, que contrariar até mesmo o que pensamos e o que outros pensam, mas para ficar ao lado da razão e da justiça.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca
 

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