Sob o domínio do mal e da violência


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MORTE DE APOSENTADA ATACADA POR LADRÃO COMOVE TODA A CIDADE E NOS FAZ REFLETIR
 
Que mal fez dona Arminda Pereira Abrahão para ter a vida ceifada de forma tão violenta? O que fez a aposentada de 91 anos para agonizar por quase dois meses numa cama de hospital depois de ser agredida e assaltada por um marginal? Conhecida nas redondezas da rua Prudente de Moraes, na Cidade Nova, dona Arminda vivia mais um dia normal de sua longeva existência. Porém, quando seguia para um estabelecimento comercial nas proximidades, foi atacada por Alessandro Antônio de Corsi, 46, que deu uma gravata na idosa, atirou-a no chão e pegou a bolsa que ela carregava. Após o roubo, o marginal foi preso em flagrante, enquanto a aposentada era encaminhada em estado grave para a Santa Casa, onde permaneceu internada até ontem, quando faleceu, com graves ferimentos pelo corpo. O fato provocou grande repercussão na cidade que viu, horrorizada, as imagens gravadas por uma câmera de vigilância.
 
Mais uma vez, o fato nos faz refletir: que sociedade é essa onde o mal e a violência imperam? Onde iremos parar diante de crimes tão hediondos que não encontram contrapartida na legislação penal de nosso País? Com certeza, um homem que não se preocupa com o bem-estar de uma mulher frágil, idosa e indefesa só para roubar-lhe a bolsa, não merece condescendência. Que mundo legaremos aos nossos filhos e netos caso o avanço deste tipo de crime? Ninguém ainda tem respostas para estas perguntas. E nem se sabe se um dia teremos. Enquanto houver quem que considere bandidos cruéis e violentos como “recuoeráveis” e contarmos com um Código Penal, leniente não haverá futuro menos sombrio. Todos nós nos indignamos com esta situação, num tempo em que os marginais andam soltos e os cidadãos de bem se prendem dentro de suas casas, criando aparatos de segurança que muitas vezes não são empecilhos para a ação de criminosos.
 
Estamos num País onde crianças morrem baleadas dentro de escolas, ao brincar na rua ou então ao sair de um restaurante, como ocorreu no período de um ano no Rio de Janeiro, além de outros fatos violentos verificados em todo o País. Isso não pode ser encarado com normal. Temos que cobrar de nossos legisladores um Código Penal que realmente reflita o momento em que vivemos. Precisamos de leis mais severas e penas mais duras como primeira providência para fazer frente ao mal e à violência que assolam os nossos dias. Isto sim seria o passo inicial para que possamos respirar mais aliviados. Será que os nossos parlamentares, com carros blindados e seguranças que os mantêm longe da criminalidade cotidiana, estarão dispostos a buscar soluções que protejam os cidadãos brasileiros e evitem que brasileiros como dona Arminda se tornem vítimas?

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