Acreano desaparece e deixa mensagens criptografadas


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No Facebook de Bruno Borges, internautas falam de semelhança com Giordano Bruno (Foto: Divulgação/Facebook)
No Facebook de Bruno Borges, internautas falam de semelhança com Giordano Bruno (Foto: Divulgação/Facebook)
Um jovem morador do Acre está intrigando a polícia e todos que ouvem sobre sua história. O estudante de psicologia, Bruno Borges, de 24 anos, está desaparecido desde o último dia 27 de março.
 
O jovem foi visto pela última vez após um almoço com a família. Athos Borges, pai de Bruno, teria deixado o filho em casa e seguido para o trabalho. Ao retornar, o jovem já não estaria em casa e não mais retornou.
 
O caso chamou a atenção quando a mãe de Bruno, a psicóloga Denise Borges, abriu a porta do quarto do filho e encontrou um cenário de filme de ficção. Todos os móveis haviam desaparecido do cômodo, e por todos os lados, nas paredes e no chão foram encontradas inscrições criptografadas. Uma estátua do filósofo Giordano Bruno, avaliada em R$ 7 mil, também estava no quarto. Bruno era grande admirador do filósofo e teólogo italiano que viveu no século XVI.
 
No quarto do acreano, também foram encontrados outros livros criptografados, totalizando 14. As “chaves” para a decodificação do material estava guardadas em uma pasta, de acordo com a irmã de Bruno, Gabriela Borges, de 28 anos.
 
Alguns dos livros encontrados, assim como as inscrições deixadas nas paredes, foram escritas à mão, de forma organizada e totalmente simétrica.
 
Os pais de Bruno viajaram de férias por 22 dias, momento que, segundo a mãe do jovem, ele teria modicado o quarto.
 
Denise contou em entrevista ao site G1, que o filho havia pedido para que ela patrocinasse um projeto secreto que o filho queria produzir. “ele dizia que era secreto e não dei o dinheiro. Então começou a procurar pessoas que acreditassem nele sem contar o que era o projeto. Só me falava que estava escrevendo 14 livros que iriam mudar a humanidade de uma forma boa. Ele me pediu um ano sem trabalhar para terminar e eu, orientada por um médico, deixei”, disse a mãe.
 
Os R$ 20 mil para custear o projeto foi patrocinado por um primo de Bruno, o médico oftalmologista Eduardo Veloso.
 
De acordo com o médico, o primo apresentou algumas páginas do livro o que foi suficiente para convencê-lo ao investimento.
 
“Na nossa primeira conversa, li umas 15 páginas do livro e, como gostei, falei que ajudaria”, comentou Veloso.
 
A Polícia Civil do Acre está investigando o caso. O coordenador da Delegacia de Investigação Criminal, o delegado Fabrizzio Sobreira, disse em entrevista ao site G1, que estão trabalhando com todas as possibilidades.

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