Bruna Faria tem 18 anos de idade e é aluna do Programa de Aprendizagem Comercial em Serviços de Vendas do Senac. Incentivada pelo conflito que o tema “moradores de rua” gera na cidade, a turma dela desenvolveu um projeto para propor soluções visando disciplinar o serviço prestado pelo Centro Pop.
O trabalho previa visitas dos alunos ao Centro Pop e à Câmara Municipal, o que foi feito ontem. Bruna representou os colegas e foi à tribuna apresentar as alternativas apontadas por sua turma. A presença dos estudantes atendeu a convite feito pelo vereador Corrêa Neves Júnior (PSD), que participou de debate a respeito do tema no Senac.
O primeiro passo sugerido é a triagem com foto e identificação biométrica dos moradores de rua que frequentam o Centro Pop. “A medida vai permitir melhor controle de organização e limitação de entrada e saída dos moradores”, disse Bruna.
Os alunos também propuseram a entrega de dois tíquetes, para o café e almoço, para controlar e evitar desperdícios, implantação de mesas no refeitório, proibição de cigarros, utilização de Guardas Civis para controlar entrada e saída, participação obrigatória em oficinas, que os frequentadores participem de turmas obrigatórias de limpeza, organização e manutenção. Caso não haja participação, foram sugeridas punições, como suspensão e aumento de tarefas.
Por fim, os estudantes do Senac propuseram que, ao término do contrato, o Centro Pop seja transferido para local adequado. “Prometi aos alunos que vou apresentar as sugestões por meio de indicação ou projeto de lei. Não somos contra o trabalho de assistência, somos contra o atual modelo. O projeto elaborado pelos alunos do Senac é uma luz para enfrentarmos esta difícil questão”, disse Corrêa Neves.
Desde que foi inaugurado em 2013, pelo governo Alexandre Ferreira (PSDB), o Centro Pop tem sido alvo de críticas de moradores e comerciantes que vivem na região da Vila Monteiro, onde funciona em uma casa alugada pela Prefeitura.
A casa conta hoje com 13 servidores. Para seu funcionamento, são gastos mensalmente R$ 32 mil, sendo que deste valor R$ 13 mil são repassados pelo governo federal e o restante custeado pelo município.
Apesar das reclamações, o prefeito Gilson de Souza (DEM) anunciou que o atendimento do Centro continuará, mas irá mudar de endereço no segundo semestre. O local ainda não foi definido.
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