PAÍS DE MADURO, ENVOLTO EM PROBLEMAS.PREOCUPA TODOS NA NOSSA AMÉRICA LATINA
Os protestos diários, normalmente reprimidos por violência pela polícia e por milicianos boliviarianos (como é denominado o grupo de brutamontes criado pelo ex-presidente Hugo Chávez e mantidos pelo atual Nicolás Maduro para atacar os seus adversários), não são capazes de abrir os olhos do governo da Venezuela para os problemas do país. A questão, hoje, envolve toda a América Latina, que fica à mercê da instabilidade que o tipo de regime causa em todo o bloco, tanto em termos políticos quanto econômicos. Apoiado por países como Bolívia e Cuba, além de contar com o beneplácito dos chamados esquerdopatas raivosos, inclusive aqui no Brasil (Maduro contou com o apoio explícito do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em sua eleição), o atual presidente venezuelano fecha os olhos às mazelas vividas pelo seu povo, preferindo vociferar contra o ‘capitalismo’ diante da falta de produtos básicos, de sabão a papel higiênico, nos estabelecimentos do país.
Depois que a Suprema Corte da Venezuela tentou fechar o Legislativo, de maioria opositora e teve que voltar atrás diante das pressões internas e externas, a situação se agravou, com manifestações cada vez maiores e repressão violenta idem. Diante disso, na segunda-feira 17 países dos 21 presentes à sessão da OEA (Organização dos Estados Americanos) aprovaram declaração, onde afirmam que na Venezuela existe ‘grave alteração inconstitucional da ordem democrática’ e exigem que o governo de Nicolás Maduro restaure ‘a plena autoridade’ da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista. No entanto, o embaixador da Venezuela, Samuel Moncada, que se retirou da sessão, advertiu que qualquer coisa que fosse aprovada, não seria levada em conta por seu país, por considerar que a reunião era “ilegal”. O presidente Maduro felicitou Moncada por sua posição e acusa a OEA de ser “tribunal de inquisição”.
Maduro, um aprendiz mal ajambrado de ditador numa república de bananas, insiste que a situação de seu país está normalizada e não há inflação recorde e nem falta de produtos básicos. Monocrático e autoritário, já fechou as fronteiras da Venezuela com países vizinhos, como o Brasil (já que venezuelanos estavam buscando produtos de primeira necessidade fora do seu território) e se apropriou de empresas estrangeiras e até supermercados. Perseguindo os opositores com mão de ferro, faz lembrar os momentos mais sombrios da história da Humanidade, como césares da Roma antiga e ditadores da antiga União Soviética. Alinhado com o ainda autoritário regime de Cuba, agora Maduro soçobra diante da revolta dos cidadãos venezuelanos e tenta se manter no poder, causando preocupação em seus vizinhos diante do que poderá fazer para atingir os seus objetivos.
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