O prefeito Gilson de Souza (DEM), os deputados federal Adérmis Marini (PSDB) e estadual Roberto Engler (PSDB), além de vereadores e representantes da sociedade civil, participam na noite desta sexta-feira da audiência na Câmara Municipal para protestar e organizar ações contra o anúncio feito pelo governo estadual de que deve transferir as centrais de atendimento telefônico do Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência), que atende pelo número 192, e do Corpo de Bombeiros, pelo número 193, para Ribeirão Preto.
Representando a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Ezio Pedrosa disse que os empresários da cidade são contra a transferência e vão ajudar na luta para que os serviços não sejam levados a Ribeirão.
Da região, o presidente da Câmara de Restinga, o vereador Helton Tavares, também declarou total apoio ao movimento contra a mudança. “Eu represento a região e, na nossa cidade, não temos atendimento de urgência na área da Saúde, dependemos de Franca e vamos perder também.” Ele lembrou que a transferência vai na contramão da ideia que vem sendo debatida sobre a formação de aglomerado urbano com os municípios da região.
De Franca, o vereador Corrêa Neves Jr. (PSD), que foi o autor da moção de repúdio à transferência que deu origem ao protesto, disse que o governo estadual teve um “espasmo de esquizofrenia”. “Ao mesmo tempo que o governo discute o aglomerado urbano, vem com essa ideia esdrúxula de transferir as centrais telefônicas.” Ele disse esperar que a audiência de protesto sensibilize o governador. “Espero que o governador trate Franca de acordo com a relevância e tamanho que tem.”
O deputado estadual Roberto Engler disse que de fato existe um problema. “Estamos nos sentindo um quintal de Ribeirão Preto.” Engler ainda contou que andou visitando a Secretaria de Segurança e o Palácio dos Bandeirantes. “Sobre o Samu, eu não ouvi falar nada. Mas sobre o bombeiros me parece que, de fato, há um plano do governo de centralizar os atendimentos de segurança em dez centros tecnológicos, o que atingiria não apenas Franca, mas outros municípios. Eu acho difícil que consigamos mudar isso, mas é importante que a gente se posicione.”
Ele propôs a organização de uma manifestação pública pesada de Franca e região para marcar a posição contrária e também a criação de um manifesto escrito para que todos possam protestar.
O deputado federal Adérmis Marini disse que entrou em contato no Ministério da Saúde para tratar da questão do Samu. Ele afirmou que, de fato, não tem como o governo do Estado intervir. Sobre o Corpo de Bombeiros, disse que é uma questão mais delicada. “Uma das propostas seria transformar o esqueleto da rotatória do McDonald’s em uma central melhor em Franca.”
O prefeito Gilson de Souza lembrou mais uma vez que o governo do Estado não tem competência para regulamentar o atendimento do Samu, que é um convênio entre a Prefeitura e o Ministério da Saúde. “Jamais vou deixar o Samu ir embora daqui.” Quanto ao bombeiro, disse que vai tentar falar com o governador.
O presidente da Câmara Franca, Marco Garcia (PPS), disse que o governador não pode ignorar Franca. “Historicamente Franca tem dado ao governador uma excelente votação. Ele não pode nos virar as costas.” Informou que deve pedir às Câmaras Municipais das cidades da região que também façam um manifesto contra a transferência.
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