Prefeitura terá que devolver R$ 8,8 milhões à Educação


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Em 2013, Alexandre Ferreira (PSDB) utilizou verbas do QSE (Quota Salário Educação) para as obras do ‘Esqueleto’
Em 2013, Alexandre Ferreira (PSDB) utilizou verbas do QSE (Quota Salário Educação) para as obras do ‘Esqueleto’
A Prefeitura vai devolver para a Secretaria de Educação os quase R$ 9 milhões que foram gastos irregularmente da reforma do prédio que hoje abriga a própria secretaria. Em 2013, o então prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) utilizou verbas do QSE (Quota Salário Educação) para as obras. Mas esses recursos, que são enviados pelos governos federal e estadual, só podem ser gastos com ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. 
 
No ano passado, o promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges abriu um inquérito civil para investigar o caso, depois de uma denúncia do Conselho Municipal de Educação, e constatou a irregularidade.
 
Para não ter de responder a uma ação judicial cobrando a devolução dos valores para a Educação, o atual prefeito Gilson de Souza (DEM) assinou, no último dia 16 de março, um acordo com o Ministério Público do Estado. 
 
Pelo acordo, a administração terá de devolver R$ 2,2 milhões por ano à educação. Esse valor não pode ser contabilizado para o cumprimento da obrigação de investir 25% do orçamento com educação. Será um gasto extra. 
 
Pelo acordo, a secretária de Finanças, Neide Lopes, que ocupava o mesmo cargo na gestão de Alexandre e foi quem ordenou o uso irregular dos recursos, reconheceu que, de fato, utilizou indevidamente os recursos do salário-educação e que obras de reforma ou manutenção de prédios não constituem despesas com o desenvolvimento da educação. 
 
O município fará a devolução em quatro anos. Caso o acordo não seja cumprido, a multa prevista é de R$ 50 mil por mês e o município ainda responderá a uma ação judicial.
 
Histórico
As investigações sobre as irregularidades envolvendo a reforma do prédio, que ficou conhecido na cidade como “esqueleto”, foram concluídas ainda no período de transição de governo, logo após as eleições de outubro.
 
À época, o promotor de Justiça já vinha discutindo com o ex-secretário de Finanças Sebastião Ananias uma forma de devolução dos valores. No último dia 16, os termos foram fechados. 
 
O promotor foi procurado para comentar o caso, mas está em São Paulo para compromissos do Ministério Público. 

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