Prejuízo para o País e para todos nós


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ACIDENTES DE TRABALHO CONTINUAM COM índice ALTO NO BRASIL: 700 MIL POR ANO
 
Um dos grandes problemas do País é o alto índice de acidentes de trabalho. Além de causar prejuízos ao trabalhador (que precisa se afastar do trabalho remunerado e recorrer ao auxílio doença do INSS, onde há semnpre redução de proventos) e ao empregador, o Brasil ainda sofre por causa dos gastos do SUS (Sistema Único de Saúde) e do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Com isso, constata-se que no Brasil não existem leis severas e uma fiscalização rigorosa que possam reduzir bastante estes números.
 
O Brasil registra uma média superior a 700 mil acidentes de trabalho por ano, pelo menos desde de 2010, segundo dados da Previdência Social. Somente em 2014, foram 704 mil acidentes de trabalho, sendo 2.783 casos fatais e 251,5 mil que resultaram em afastamentos por período superior a quinze dias. Para o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), Leonardo Osório Mendonça, ações de prevenção são a melhor forma de honrar a memória dos que faleceram em acidentes. “Devemos cobrar a adoção de medidas preventivas, até porque não existe valor no mundo que possa reparar um trabalhador falecido, mutilado, física ou mentalmente, por condições de trabalho que não respeitaram as normas de saúde e segurança vigentes em nosso país”, afirmou.
 
Dos 5 milhões de acidentes de trabalho ocorridos no Brasil entre 2007 e 2013, data da última atualização do anuário estatístico da Previdência Social, 45% acabaram em morte, em invalidez permanente ou afastamento temporário do emprego. Só nesse período, o desembolso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com indenizações aos acidentados foi de R$ 58 bilhões. Além da pensão por morte e invalidez, o INSS paga ainda o salário do segurado a partir do 16º dia de ausência no emprego. Só em 2013, o INSS pagou R$367 milhões em benefícios por acidentes de trabalho. Uma parte se refere a afastamentos temporários do emprego, mas ano após ano a conta vai crescendo porque uma parte desses benefícios se destina a pensões por morte ou invalidez permanente. 
 
Numa conta atualizada para 2015, somente o custo gerado pelos acidentes entre trabalhadores com carteira assinada que são notificados e identificados nas estatísticas oficiais é estimado em R$ 70 bilhões. Existem ainda outros custos que escapam às estatísticas oficiais. Esses custos vão além dos benefícios previdenciários, já que a eles se somam os gastos indiretos no Sistema Único de Saúde (SUS), com seguros de acidentes ou ações nos tribunais de Justiça, por exemplo. Como se pode ver, o erário gasta muito com este tipo de ocorrência, cujo custo supera em muito os R$ 70 bilhões das estatísticas oficiais. 

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