Sob a afirmação de que a leitura do Evangelho causa tristeza, principalmente no tocante ao martírio de Jesus, há quem prefere ignorá-lo. Se, todavia, conhecermos as supremas circunstâncias da crucificação do Rabi da Galileia faz-se-nos indispensável à cultura sociorreligiosa, estendermos a melhor atenção ao conteúdo do Novo Testamento, no que respeita aos ensinamentos cristãos (que são o caminho, a verdade, a vida), assim como aos relatos dos chamados ‘milagres’, só nos traz alegria.
Quem, de boa mente, recusaria alegrar-se ante o fato de Jesus haver restabelecido a visão aos cegos, o caminhar aos paralíticos, a saúde ao leprosos que, tornados limpos, puderam voltar ao convívio da família e frequentar a Sinagoga?
Quanta alegria nos assoma ao coração exaltado ante os relatos das Bem-aventuranças, da felicidade das irmãs de Lázaro, de Jairo, da viúva de Naim, que tiveram seus queridos retornados à vida plena! Quanta alegria não deve ter inundado a alma de Maria de Magdala que, ouvindo Jesus, entendeu o que é o verdadeiro amor? Da Samaritana que, tomada pela ânsia de se orientar para a vida, encontra, no poço de Jacó, a “Água da Vida Eterna?” De Nicodemos, ao receber do Mestre verdadeira aula de reencarnação?
Que nos deixemos tocar, sempre, pela suprema alegria das Bodas de Caná e da Ressurreição de Jesus!
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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