(Para Mary, parceira de tantas madrugadas dos idos setenta e quatro, na rua São Lourenço-Uberaba-MG )
Enquanto existir a noite
E o corpo resistir
Vou me soltando por aí
Sem querer me deprimir.
E nem quero saber
Se o tempo está quente
Se há crise nos cartéis
Eles que se arrebentem.
Prefiro meus coronéis
Com seus presentes coloridos
Sou a Mary dos Mal-Queridos
E não olho por partidos
Pois não faz nenhum sentido
Olhar de onde vem
O dinheiro amanhecido
Que sempre me convém.
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