Médico canta e toca para bebê com câncer e vídeo viraliza


| Tempo de leitura: 2 min
O médico explicou que Sofia não permanece internada, mas que na ocasião da gravação do vídeo, ela estava no hospital passando por quimioterapia
O médico explicou que Sofia não permanece internada, mas que na ocasião da gravação do vídeo, ela estava no hospital passando por quimioterapia

Um vídeo gravado na ala de oncologia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto mostra uma menininha, que trata um câncer, dançando enquanto o médico toca um ukulele.

As imagens viralizaram na internet e foram vistas mais de 250 mil vezes. O pediatra Paulo Martins contou ao site G1 que ficou surpreso com a repercussão e que a intenção era apenas alegrar a menina Sofia, de 1 ano e 4 meses, que sofre de Histiocitose de células de Langerhans.

Ele revelou à publicação que o vídeo foi feito em 13 de março, quando levou o ukelele para o hospital, a fim de animar os pacientes mais novos. “O paciente adolescente tem mais consciência da doença que o afeta e isso acaba gerando uma tristeza, vira um ciclo vicioso e eu combinei com eles que no dia seguinte ia levar um ukelele, aquele instrumento havaiano de cordas, para fazermos um momento bacana e pedi que cada um escolhesse duas ou três músicas para que eu tocasse no dia seguinte”, contou o médico.

Enquanto visitava os pacientes adolescentes, ele notou a pequena Sofia o seguindo, para ouvir as músicas. “Eu notei que havia uma pequenininha que ficava me observando e era a Sofia. Quando eu saí do último quarto não teve jeito. A Sofia estava lá me olhando de baixo pra cima e o pai pediu 'doutor Paulo, toca uma música pra ela' e eu respondi dizendo que não sabia nenhuma música infantil. Nisso ele me disse que não tinha problema e que eu poderia cantar qualquer música da Marília Mendonça que ela gostaria. Comecei a tocar aquela 'Eu sei de Cor' e o resultado é aquele vídeo maravilhoso”, esclarece o pediatra.

“Acabou que o vídeo viralizou. Mandaram pra mim, a mãe autorizou e divulgamos. Em 24 horas foram 10 mil compartilhamentos, fugiu completamente do nosso alcance. Eu não imaginava que algo tão simples fosse capaz de repercutir tanto, mas acho que a gente está tão carente de coisas boas, precisando tanto ver coisas boas que acabou sendo abraçado isso”, destacou Paulo.

O médico explicou que Sofia não permanece internada, mas que na ocasião da gravação do vídeo, ela estava no hospital passando por quimioterapia. “Só tomei conhecimento da proporção quando fui olhar mensagens na minha caixa de entrada no Facebook e comecei a ver mensagens de pessoas que diziam coisas tipo: 'Doutor, meu filho faleceu há dois meses. Estava pensando em fazer uma besteira quando vi o vídeo e aí desisti'. E outros relatando que perderam outros parentes e que choram todos os dias, mas voltaram a sorrir com o vídeo. Foi quando percebi que o vídeo estava transmitindo a mensagem necessária”, finalizou ele.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários