Os servidores decidiram em assembleia na noite dessa quarta-feira aceitar a nova proposta de acordo salarial apresentada pelo prefeito Gilson de Souza (DEM). A principal alteração feita foi nos valores do cartão-alimentação da categoria. Foram oferecidos R$ 350 de abril a dezembro deste ano e R$ 360 de janeiro a abril de 2018. Os servidores pediam R$ 500. Na última segunda-feira, Gilson havia oferecido um reajuste escalonado de R$ 322 por três meses, depois R$ 340 por mais três meses e, então, R$ 350 por seis meses.
As demais cláusulas financeiras continuaram as mesmas que, na última segunda-feira, tinham sido rejeitadas: índice de reajuste salarial de 4,69% e abono escolar de R$ 270.
A decisão aconteceu depois de quase duas horas de assembleia e muita discussão. No início, havia mais de 200 servidores lotando o auditório da sede do Sindicato dos Servidores. O clima não era dos mais amigáveis para o prefeito, que chegou a ser comparado com seu antecessor Alexandre Ferreira (PSDB), que enfrentou duas greves.
Antes de ler a nova proposta, o presidente do sindicato, Luís Fernando Nascimento, falou sobre a necessidade da categoria participar das manifestações na sexta-feira, dia 31. Depois um dos diretores fez uma apresentação sobre a função do sindicato. Por volta das 20 horas, Fernando começou a ler um por um os mais de 30 itens da pauta. Mesmo aqueles que não tinham alteração e já tinham sido explicados foram novamente detalhados. A cada leitura, os servidores se manifestavam protestando contra o que era oferecido pelo governo e rejeitando cada uma das ofertas.
Uma hora depois, Fernando, então, abriu a palavra para os servidores municipais e disse que a negativa à proposta traria consequências. “Se vocês resolveram votar contra, precisam estar cientes do que estarão fazendo. No mês que vem, não receberemos o cartão-alimentação, que só será pago depois que o acordo estiver fechado. Também não teremos reajuste, porque a lei não estará aprovada. Vocês precisam pensar bem.”
Vários servidores usaram a palavra. Uns a favor e outros contra as propostas. Quanto mais o tempo passava, mais o número de pessoas presentes diminuía. Por fim, por volta das 21h20, foi aberta a votação e aprovado o acordo por 76 a 46.
Os índices devem agora constar de um projeto de lei que será encaminhado à Câmara para votação dos vereadores. Se aprovado, o reajuste já deverá ser aplicado sobre a folha de pagamento de abril.
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