A greve dos professores da rede de ensino do Estado de São Paulo ganhou força em Franca e, de acordo com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), subiu o número de docentes que aderiram ao movimento: 72% das unidades da cidade estão com as aulas integral ou parcialmente suspensas. No primeiro dia, eram 28 escolas de Franca e região com atividades comprometidas. A expectativa é que até amanhã, 31, a paralisação chegue a 100%.
“O movimento está ganhando cada dia mais força e acreditamos que, entre hoje (ontem) e amanhã, 100% dos professores já participem da greve. Muitos pais e alunos também estão apoiando a nossa ação e sabem da veracidade das nossas reivindicações. Hoje (ontem) pelo menos quatro escolas estavam com as atividades integralmente paralisadas. ‘Mário D’Elia’, ‘Professor Roberto Scarabuci’, ‘Professor José dos Reis Miranda Filho’ e ‘Dr. João Marciano de Almeida’ não tiveram aulas”, disse o coordenador da Apeoesp - Regional de Franca, Carlos Eduardo Rogério.
Na região, docentes de Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Rifaina e São José da Bela Vista também aderiram à paralisação e escolas tiveram algumas aulas comprometidas.
Nas contas do Sindicato, até ontem 47 escolas de Franca estavam com as aulas comprometidas e aproximadamente 700 professores aderiram ao movimento que reivindica, além da extinção da reforma Previdência, proposta pelo governo federal, o reajuste real de 22% para a categoria, abertura de salas fechadas na região que provocaram o aumento de alunos nas turmas e a superlotação das salas de aulas, materiais para o trabalho com os alunos e melhorias nas condições gerais de trabalho.
Amanhã, professores e representantes do Sindicato participam em São Paulo, a partir das 14 horas, de uma assembleia geral que deve decidir se a greve continua.
Negociações
Procurada para comentar o aumento da adesão à greve, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo repetiu o posicionamento do primeiro dia da greve e afirmou que mantém aberta a negociação com os sindicatos da categoria e confirmou a ausência de professores em algumas unidades da cidade, completando que “caso haja qualquer conteúdo perdido, este será reposto e faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas”.
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