ALEXANDRE FERREIRA INVESTE CONTRA SEU CHEFE E TENTA SE EXIMIR DE FALHAS
O ex-prefeito Alexandre Ferreira, cuja administração (inclusive anterior ao mandato, como secretário de Sidnei Rocha) levou o caos à saúde de Franca (os reflexos malignos a população sofre até hoje), resolveu investir contra o seu atual chefe, o secretário municipal de Saúde Rodolfo Morais. Utilizando as redes sociais, pelas quais se notabilizou por edulcorar a própria realidade quando chefe do Executivo de Franca, Alexandre, hoje ocupando o cargo de veterinário na Secretaria de Saúde (ele é servidor concursado), mostrou mais uma vez, no mínimo, uma indelicadeza extrema com o seu chefe, ao tentar novamente colocar sua visão deturpada dos fatos, ao considerar que a atual administração, em apenas três meses, já teria que ter descascado todos os abacaxis que ele deixou. E são muitos.
Anteontem, na Câmara, o secretário Rodolfo Moraes admitiu que faltam médicos em diversas especialidades na rede pública de Franca. Ginecologistas, psiquiatras e endocrinologistas são as áreas com maior demanda reprimida. Ele anunciou que , junto com a Secretaria de Finanças, busca uma forma de resolver o problema, alegando que o problema é uma das heranças da administração de Alexandre Ferreira. O sucateamento da rede pública realizado nos últimos quatro anos causou uma série de transtornos à população francana. A partir da quase desativação da Casa do Diabético, que hoje não conta com nenhum médico endocrinologista para atender aos pacientes, além da falta de outros especialistas por causa da atuação do ex-prefeito e sua secretária de Saúde, vê-se que o atual ocupante da pasta terá muitas dificuldades para resolver as questões, ainda mais que a administração tem suas contas no limite da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), a qual determina um teto para gastos com o pagamento de servidores.
Alexandre Ferreira, que pagou verdadeiras fortunas a falsos médicos trazidos a Franca pelo ICV (Instituto Ciências da Vida) por causa de plantões não cumpridos, ainda precisa explicar os episódios ilegais (ou imorais) dos quatro anos em que “administrou” o município, além das mortes de pacientes e ou a atuação de médicos ilegais nos Pronto-socorros municipal e infantil. O acordo com a empresa São José é um deles. A sua interferência na concessão de licenças ambientais é outro, além dos desvios de cerca de R$ 500 mil detectados na construção de creches (que até hoje não funcionam). Agora, corre o risco de ser alvo de sindicância interna e até receber severas sanções, da mesma forma que ele fazia quando servidores municipais apontavam erros e falhas na sua gestão. Antes tivesse ficado calado, já que demonstrou claramente o seu destempero verbal e recalque contra aqueles que começam a trabalhar para tentar corrigir as suas lambanças.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.