A defesa do empresário acusado de atropelar e matar um estudante durante um protesto, em junho de 2013, em Ribeirão Preto, entrou com novo pedido de habeas corpus, mas desta vez no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o site G1, esta é a oitava tentativa de libertar Alexsandro Ichisato de Azevedo, que segue preso há 3 anos e 7 meses. O advogado do acusado, Wagner Severino Simões, diz que o empresário não tinha a intenção de matar e que o caso enfrenta uma demora, uma vez que não foi definida a data do julgamento.
“Deve-se levar em consideração que o Marcos [Delefrate, vítima que morreu atropelada] não estava no campo de visão, porque foi comprovado que ele estava deitado ou sentado no chão, e que a manifestação não tinha autorização para acontecer, não tinha policiamento, nem ambulância disponível para atender alguém em caso de emergência”, diz o advogado.
A defesa do empresário pede ainda que a ex-namorada dele seja responsabilizada pelo atropelamento, alegando que a jovem estava no carro no momento da tragédia e teria mexido no câmbio e pedido que Azevedo acelerasse o carro contra os manifestantes. “A pessoa que manuseia um veículo automático sabe que, enquanto o motorista está com o pé no freio, a alavanca fica livre. Então, ele pode não ter percebido que houve uma mudança na marcha. Ela disse que pediu para ele acelerar e, se ele acha que a ré está engatada, mas ela colocou a primeira marcha, vamos ter o primeiro impacto do carro indo para frente”, afirma Simões.
A publicação acrescenta que a defesa de Azevedo declara que o acusado está fazendo tratamento contra uma depressão e devido ao seu estado clínico teria tentado suicídio em setembro de 2016. O empresário também teria se envolvido em uma briga com outros detentos e precisou ser transferido.
“Ele poderia responder ao processo em liberdade, mas optaram por deixá-lo preso talvez por conta das circunstâncias: ele estar dentro de um carro de R$ 400 mil, ser uma manifestação popular, ter morrido um jovem. Tudo isso pesa contra ele, mas não muda o resultado de que ali poderia ter sido outra pessoa, inclusive, ele poderia ter sido morto”, comenta o advogado.
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