Secretário admite falta de médicos na rede municipal: 'Preocupante'


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O secretário de Saúde, Rodolfo Moraes, falou aos vereadores por cerca de 40 minutos sobre o ‘desmonte’ da rede municipal
O secretário de Saúde, Rodolfo Moraes, falou aos vereadores por cerca de 40 minutos sobre o ‘desmonte’ da rede municipal
O secretário municipal de Saúde, Rodolfo Moraes, admitiu, nessa terça-feira, que faltam médicos em diversas especialidades na rede pública de Franca. Ginecologistas, psiquiatras e endocrinologistas são as áreas com maior demanda reprimida. 
 
No caso da ginecologia, Moraes disse que a fila por atendimento é tamanha que, mesmo priorizando as gestantes, ainda há mulheres grávidas sem atendimento adequado. Na saúde mental, o quadro se repete. “É preocupante”, reconheceu o secretário. 
 
Moraes esteve na Câmara Municipal na manhã de ontem para responder aos questionamentos dos vereadores. Por cerca de 40 minutos, falou sobre o “desmonte” da rede municipal de atendimento. “Essa é uma situação herdada, um problema da outra gestão. Não gosto de falar do passado, mas a situação que herdamos não é a mais confortável, digamos assim.” 
 
De acordo com o secretário, o problema da falta de ginecologistas na rede começou na gestão de Alexandre Ferreira (PSDB) e não foi corrigido. 
 
Atualmente, a UBS da Vila Santa Teresinha está sem ginecologistas. As demais contam com pelo menos um especialista, mas o ideal seria que este número dobrasse. “Nos anos anteriores, muitos médicos deixaram a rede. Entre eles, os ginecologistas. Agora estamos nos adequando.”
 
Afirmou que a demanda é grande e que os médicos em atuação estão priorizando as gestantes. “Esse problema me angustia. Já fizemos um concurso, mas os três médicos aprovados não quiseram assumir os cargos”. 
 
Na saúde mental e na Casa do Diabético, a saída dos médicos deixou a população sem atendimento especializado. “No passado, o que vimos são colegas clínicos gerais tendo de se especializar em atendimento endocrinológico ou psiquiátrico. Estamos tentando corrigir essas distorções.”
 
Segundo ele, um concurso para contratar especialistas já está em fase final. “Acredito que nas próximas semanas, em meados de abril, esses médicos já estejam atuando”. 
 
Para diminuir a espera por consultas na área de ginecologia, Rodolfo disse que estuda um plano emergencial. “Já estamos conversando com a Secretaria de Finanças e com o Departamento Jurídico para articular um plano neste sentido. Temos que apagar o incêndio agora”. 
 
Rodolfo não citou o total do déficit de médicos na rede municipal, nem quantos profissionais teriam se demitido nos últimos anos. 
 
 
Câmara cobra ‘bico’ legalizado de PMs 
 
Os vereadores aprovaram ontem um requerimento cobrando explicações da Prefeitura sobre a não implantação do convênio de atividade delegada com a Polícia Militar. Pelo convênio, PMs poderão trabalhar na segurança da cidade em seus períodos de folga e, em troca, receber um valor estipulado pelo acordo. 
 
Um dos maiores defensores da ideia, o vereador Della Motta (PTN), disse que a implantação não oneraria o município. “Pelo convênio, a Polícia Militar cederia os homens e a Prefeitura arcaria com os valores de pagamento, que giram em torno de R$ 17,50 a hora. Seriam cerca de R$ 140 por dia por policial.” Os PMs poderiam atuar em qualquer atividade de fiscalização ou segurança. Segundo o vereador, no Estado, 56 municípios já têm convênio. 
 
Corrêa Neves Jr. (PSD) disse que, se fossem abertas 50 vagas, o gasto do município seria de R$ 210 mil. “É um custo insignificante para o ganho que a população teria com profissionais especializados para garantir a segurança.”
 

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