Professores da rede estadual de ensino da região de Franca aderiram à greve proposta pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e paralisaram as atividades ontem, 28. Com o movimento, segundo o coordenador da Apeoesp - Regional de Franca, Edivaldo Máximo, pelo menos 28 escolas paralisaram total ou parcialmente suas atividades. Além de Franca, docentes de Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Rifaina e São José da Bela Vista também aderiram ao movimento que segue até sexta-feira, 31.
Entre os motivos alegados que levaram à paralisação dos professores, estão a falta de reajuste real para a categoria, salas fechadas na região ocasionando o aumento de alunos nas turmas e a superlotação das salas de aulas, falta de materiais para o trabalho com os alunos, condições gerais de trabalho e ainda a reforma da Previdência, proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).
“O movimento é crescente e tenho certeza que, nos próximos dias, mais escolas paralisarão suas atividades. Em algumas unidades, como na “Mário D’Elia” e “Professor José dos Reis Miranda Filho”, as aulas estão integralmente paralisadas, enquanto em outras as atividades foram parcialmente suspensas. A greve continua até a sexta-feira, quando vamos participar de uma assembleia. Queremos que o Governo ouça os nossos pedidos e melhore as condições de trabalho que temos, nosso ganho real e que ainda desista da destruição da Previdência”, disse Máximo.
Durante os dias de greve, a Apeoesp realizará orientações a professores, alunos e pais em todas as escolas estaduais.
Na sexta-feira, 31, acontece em São Paulo, a partir das 14 horas, uma assembleia geral da categoria que deve decidir os rumos da greve.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Educação informou que “mantém uma mesa de negociação aberta com os sindicatos da categoria, com interlocução direta do secretário José Renato Nalini. Acreditamos no compromisso dos professores com os estudantes e com a educação e para manter o atendimento dos alunos, as Diretorias de Ensino foram orientadas a convocarem professores eventuais para cumprirem jornada”. Ainda de acordo com a pasta, que confirmou a ausência de professores em algumas das unidades apontadas pela reportagem, nenhum professor do Estado de São Paulo recebe menos que o piso nacional.
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