O vereador Claudinei da Rocha (PSB) apresentou um protesto contra a transferência dos serviços de educação de adultos (EJA) para o Estado. Segundo Claudinei, os estudantes do sistema são contra e temem que a mudança seja prejudicial. "Quero que nosso protesto chegue até a secretária de Educação e ao prefeito", disse Claudinei.
O vereador Diretor Marcos (PSDB) usou a palavra também para explicar que, além de assumir o ensino de jovens e adultos, a prefeitura também cede ao Estado cerca de 150 merendeiras. Mas o Estado também ajuda a prefeitura em outras áreas como a construção de creches. Marcos explicou ainda que a responsabilidade pelo ensino de adultos de fato é do governo do Estado.
Mas lembrou que há 30 anos o sistema funciona desta forma. "Pelo que soube, é um assunto complexo mas não há nada definido. Temos que equacionar muito bem essa conta. Porque o municipio gasta com 800 alunos do EJA que, na verdade, são responsabilidade do Estado.
Temos mesmo que acompanhar". O Diretor Marcos disse ainda que, com a transferência, a ampliação dos núcleos se tornaria mais fácil. Ele ainda alertou que o Estado deve devolver aos municípios todas as unidades que atualmente atendem do 2º ao 5º ano do ensino fundamental. "Já estão convocando os secretários de Educação dos municípios para discutir essa questão. A própria Silma (secretária de Educação de Franca) já foi convocada".
O vereador Corrêa Neves (PSD) se disse contra a moção apresentada pelo colega Claudinei. "Acho estranho a gente repudiar algo que ainda não aconteceu. O prefeito foi eleito para fazer mudanças mesmo. É natural que haja descontentamento. Precisamos sim garantir que a qualidade do ensino será a mesma. 78 professores que hoje estão na rede municipal e são usados no EJA poderiam voltar a atuar nas escolas municipais. Eu defendo sim a transferência, com estudo e acompanhamento."
O vereador Nirley de Souza (PP) disse que a principio o prefeito Gilson de Souza não tem pretensão de mudar nada no sistema. "Vamos aguardar o estudo. Ver os resultados. E acho que uma moção de protesto é um pouco pesada."
Por fim, Claudinei acabou retirando a moção de protesto. "Vou atender o que sugerem os nobres colegas e apresentarei um requerimento para indagar sobre todas as questões do EJA".
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