O tenente coronel Benedito Antônio Alves, 65, voltou a pedir demissão do cargo de comandante da Divisão de Trânsito da Prefeitura. Segundo ele, desta vez é para valer. Ele alegou questões pessoais e divergência de pensamento. Não foi a primeira vez.
No dia 16, Benedito se envolveu em polêmica após pedir demissão e mudar de ideia horas depois. Disse que tinha ocorrido um problema na comunicação. A confusão começou, segundo ele, ao ouvir boatos de que seria demitido pelo prefeito Gilson de Souza (DEM). Ele decidiu se antecipar e foi à Prefeitura informar que estava fora do governo. Confirmou a decisão à rádio Difusora.Depois de conversar com o chefe de gabinete, Agostinho Ferreira, Benedito voltou atrás. Gilson teria ligado para tranquilizá-lo, que seria “seu homem de confiança”.
A recondução de Benedito ao cargo durou pouco tempo. Ontem, ele apresentou novo pedido de demissão. “Agora, minha decisão é definitiva. Resolvi sair por questões pessoais”.
O policial aposentado preferiu não detalhar os motivos. Ele negou que tenha ocorrido algum problema com o prefeito. “Não houve nada com o Gilson. O que tem é uma diferença de pensamento com todo o grupo, com o sistema. Eu tenho minha maneira de pensar, não bateu, então prefiro ficar fora. O Benedito é muito esquisito, tenho minhas maneiras, se estas maneiras não funcionarem, eu não sirvo. A questão é esta”. Seu substituto não foi confirmado.
Foi a quinta baixa no alto escalão do governo de Gilson em três meses. Antes de coronel Benedito, já deixaram a Prefeitura Sebastião Ananias, que respondia pelas Secretarias de Finanças e Administração, Wanderley Cintra Ferreira, presidente da Emdef, Luiz Pinheiro Sampaio, assessor de gabinete e Ulisses Minicucci, que seria o secretário de Saúde, mas que renunciou ao convite antes de tomar posse.
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