O presidente da Feac, Marlon Centeno, compareceu na Câmara na manhã desta terça-feira. Ele disse que em Franca apenas 0,6% do orçamento é destinado ao Esporte. Ele falou que a área esportiva recebe R$ 5,6 milhões e a cultura R$ 2,5 milhões. "É muito pouco".
Segundo ele, os investimentos na Feac na área de esporte estavam voltados aos atletas de alto rendimento, "eles esqueceram a base, a formação. Precisamos mudar isso".
No caso dos atrasos dos convênios, ele voltou a afirmar que foi causado pela necessidade de adequação à nova lei de repasses públicos. "Nossa parte já fizemos, mas ainda dependemos do Jurídico da Prefeitura." Segundo ele, deve ser feito um chamamento público para definir as entidades que serão beneficiadas pelas verbas do Esporte. O processo deve levar no mínimo 45 dias. "São 30 dias para as entidades se inscreverem e apresentarem seus projetos e depois mais 15 dias para a gente analisar e fazer as escolhas." Ele disse que deve abrir os processos de chamamento tanto dos convênios quanto do Programa Bolsa Cultura juntos. Mas não citou datas. "Não trabalhamos com prazos porque dependemos do Juridico".
Centeno disse que está dando apoio as entidades que estão sem convênio. O presidente foi cobrado pelos vereadores Corrêa Neves (PSD) e Claudinei da Rocha (PSB) sobre a agilidade nos processos e o uso do dinheiro público. Marlon voltou a citar o Jurídico e disse que não pode contratar uma empresa independente.
O vereador Claudinei lembrou que para os repasses da Santa Casa, que também são atingidos pela nova lei, a Prefeitura conseguiu liberar os recursos. "Acho engraçado que quando vocês querem vocês liberam. Semana passada foi uma correria aqui nos corredores da Câmara para conseguir aprovação para a Santa Casa. Agora para as entidades, muitas delas que atendem crianças, vocês dizem que não dá para fazer. É estranho isso", disse.
O vereador Corrêa Neves cobrou um posicionamento da Feac sobre os apoios à Francana e ao Franca Basquete. Centeno disse que não pode patrocinar o esporte profissional. "Só damos apoio às categorias de base. Em momento nenhum ajudamos a sustentar o esporte profissional. Não faremos isso nem pelo basquete nem pela Francana." Ele ainda lembrou o problema do futebol feminino que também não recebeu apoio financeiro da Feac.
O vereador Nirley de Souza (PP) disse que deve montar uma minicomissão de vereadores para ir hoje à tarde no Paço Municipal cobrar agilidade do Jurídico na elaboração dos pareceres e projetos de lei para a liberação dos chamamentos.
Marlon também contou que deve unir as duas ligas de futebol (amador e de chácara) para realizar o primeiro campeonato varzeano de veteranos, que será organizado pela Feac e tem início previsto para agosto.
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