Justiça dá prazo para Seleta melhorar segurança


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Em novembro de 2016, fiscais do MT interditaram transporte de catadores na parte traseira dos caminhões de coleta de lixo
Em novembro de 2016, fiscais do MT interditaram transporte de catadores na parte traseira dos caminhões de coleta de lixo
A Justiça do Trabalho estipulou prazo para que a Seleta Ambiental, responsável pela coleta de lixo em Franca, melhore algumas questões relacionadas à segurança dos seus trabalhadores. A decisão, tomada no início de fevereiro, determina que em 60 dias a empresa regularize alguns itens apontados pelos auditores-fiscais do Ministério do Trabalho. O prazo, de acordo com o MT, termina no início de abril. 
 
Em novembro de 2016, o serviço de coleta chegou a ser suspenso depois que o Ministério do Trabalho e Emprego encontrou situações de “grave e iminente” risco à integridade física dos trabalhadores e interditou o transporte dos coletores na parte externa dos veículos. Um dia depois, porém, a empresa ingressou com um mandado de segurança na Justiça, conseguindo anular a interdição, e retomou a coleta.
 
A decisão de fevereiro mantém o mandado de segurança, mas fixa o prazo de 60 dias para que a empresa sane as irregularidades que levaram à paralisação de parte de suas atividades.
 
Os auditores apontaram como problemas a falta de equipamentos de segurança, como calçados antiderrapante, uso de uniformes sem faixas refletivas, desrespeito à velocidade máxima dos veículos, desgaste das cordas utilizadas para sustentação dos trabalhadores, subidas e descidas no veículo em movimento, além da ausência de sinal de ré e comunicação entre os coletores e o motorista. 
 
“Foi reconhecido que os empregados realmente permaneciam expostos a situações de grave e iminente risco e o serviço foi mantido apenas por se tratar de serviços essenciais à população. Caso a empresa não regularize a situação no prazo de 60 dias, prazo que está prestes a vencer, as atividades de coleta podem novamente ser suspensas, pois, nesse caso, entrará novamente em vigor os efeitos do Termo de Suspensão lavrado àquela época”, disse o auditor-fiscal do Trabalho, Fernando Miguel, um dos responsáveis pela fiscalização. 
 
Ainda segundo o auditor-fiscal, a empresa já protocolizou documentação no Ministério do Trabalho, referente às adequações que está em análise. Nos próximos dias, uma inspeção deve ser realizada para conferir as condições de trabalho e se os apontamentos feitos pelos auditores do Trabalho foram observados e corrigidos. 
 
Outro lado
A empresa respondeu “que não foi intimada sobre qualquer decisão quanto ao Mandado de Segurança que questiona os apontamentos feitos pelos auditores-fiscais, portanto, não existe nenhum prazo em curso”. Sobre o risco de que a coleta seja novamente suspensa, a empresa respondeu que trabalha em processo de melhoria continua para sempre atender a cidade de Franca da melhor forma possível, portanto, acredita que não exista o risco de suspensão. 

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