Uma briga entre dois irmãos terminou em tentativa de agressão e morte na madrugada de domingo em Rifaina. Um pedreiro de 31 anos partiu para cima de um policial, que havia sido chamado para conter a confusão, e só foi parado a tiros. O acusado morreu. O irmão dele também foi atingido. A família afirma que houve excesso. Para a Polícia Militar, a ação foi legal.
O pedreiro Luviano Dorneles, conhecido como “Gambazinho”, participava de uma festa na casa da família, localizada à rua Máxima Conceição. Por volta de 0h50 de domingo, ele e o irmão, um marceneiro de 33 anos, começaram a brigar e se agrediram. O pedreiro se armou com um podão usado para cortar cana, enquanto o outro homem pegou um pedaço de pau.
Familiares ligaram para a polícia e pediram socorro. Quando a viatura chegou, Gambazinho partiu para cima de um policial e tentou atingi-lo com uma podãozada.
Na tentativa de se defender, o PM efetuou disparo contra o mesmo, bem como o seu companheiro de equipe. Atingido no peito, Gambazinho deu alguns passos e caiu no quintal. Foi socorrido ao Pronto-Socorro de Rifaina pela ambulância, porém, não resistiu e morreu.
O irmão dele foi atingido por um tiro no pé. Levado ao hospital da cidade, ele passou por uma cirurgia e foi liberado. Um tiro também atingiu a roda de um carro que estava na garagem.
Familiares do pedreiro afirmam que os policiais exageraram no uso da força. Eles disseram que a vítima havia bebido e que não seria necessário atirar para matá-lo.
“Acho que houve excessos por parte dos militares, o procedimento foi exagerado. Eles são treinados e poderiam ter feito a imobilização de alguma outra maneira. A morte poderia ter sido evitada”, disse um primo.
Os policiais militares tiveram suas armas apreendidas para serem periciadas e vão responder a inquérito aberto pela Polícia Militar. Eles vão passar por avaliação psicológica.
De acordo com o comando da Polícia Militar, não houve necessidade de prisão dos policiais, porque a ação ocorreu dentro da legalidade e eles agiram em legítima defesa.
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