Preconceito asqueroso


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Gênero, religião e raça não podem mais continuar alimentando preconceito
 
Ao longo da história da humanidade, o preconceito (seja ele de gênero, de raça ou religião) foi o responsável por grandes tragédias. O holocausto nazista teve como motivação a intolerância racista. O mesmo ocorre hoje no Oriente Médio, onde uma fé religiosa deturpada é responsável pela morte de inocentes não só lá, mas também pelo mundo afora. No início da década de 1980, homossexuais passaram a sofrer agressões em razão da epidemia da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Muitos foram segregados antes de se descobrir que a doença não era restrita à orientação sexual de seu portador. Quantas histórias não conhecemos, no dia-a-dia, de que vítimas são apontadas como causadoras de seus infortúnios por causa do preconceito arraigado em culturas seculares (e até milenares)?
 
Mesmo assim, causa uma profunda a insistência dos comentários homofóbicos, racistas e xenófobos publicados nas redes sociais. Por sorte, as vítimas têm conseguido o respaldo da lei e a polícia brasileira, hoje mais capacitada a isso, tem conseguido identificar os autores deste tipo de postagem que causa profunda indignação em quem defende a liberdade de idéias, de religião e do indivíduo de ser o que quiser. Ninguém pode ser atacado, mesmo que virtualmente, por não professar os princípios de indivíduos que ainda hoje acreditam numa segregação do que é diferente. O Brasil, que tem em sua formação indivíduos de todas as raças, crenças e costumes não pode assistir impassível a fatos como estes.
 
O que não se consegue entender, diante das postagens homofóbicas, xenófobas e racistas, é a falta de informação e o preconceito que ainda estão arraigados em nossa cultura. O País registra, diariamente, preconceito de raça, da mesma forma que preconceito de gênero e até preconceito religioso são demonstrados nas redes sociais. Recorrer ao preconceito e à discriminação é impensável para este caldeirão de culturas chamado Brasil.
 
Os ataques, sempre anônimos, não são caminhos para a resolução de qualquer pendência, mas também ninguém causa qualquer preocupação à sociedade apenas por ser homossexual ou heterossexual, branco ou negro, católico ou muçulmano. É lamentável que ainda há quem se preocupe com a sexualidade e a raça daqueles que utilizam redes sociais para fazer amizades ou postar os seus anseios e externar a sua satisfação. Da mesma forma, é revoltante quem procure encontrar motivos para justificar suas opiniões preconceituosas. Em vez de louvar uma sociedade sem restrições, onde se pode fazer o que quiser (desde que dentro da lei) ou assumir a persona que mais nos aprouver, tenhamos que nos indignar com opiniões discriminatórias e homofóbicas. Até quando?

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