Fiscalização é primordial


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TRANSPORTE PÚBLICO NÃO PODE CONTINUAR COMO OCORRE AGORA, SEM ACOMPANHAMENTO
Causa bastante estranheza o fato dos serviços prestados pela Empresa São José, em Franca, não recebam fiscalização e acompanhamento da Prefeitura. As constatações da CEAR (Comissão Especial de Assunto Relevante) aberta pela Câmara Municipal são graves, principalmente quando se sabe que os reajustes na tarifa se baseiam apenas nas informações prestadas pela concessionária, que também não conta com instrumentos capazes de acompanhar em tempo a movimentação de seus veículos e dos passageiros. Assim, nem a Prefeitura sabe quantos passageiros circulam diariamente pelos ônibus da São José e nem a empresa é capaz de acompanhar o trajeto de seus veículos e registrar as ocorrências fora do normal, como quebras ou atrasos. Como se pode perceber, os aparelhos de GPS instalados para isso tem um grave problema de funcionamento e precisa urgente de atualização.
 
A falta de documentos atestando os problemas pontuais e o acompanhamento diário da movimentação dos coletivos também é motivo de indignação. Como é que o Poder Público se fia na palavra de diretores da empresa e da Emdef (que existe para fiscalizar e acompanhar o serviço prestado pela São José), sem exigir a comprovação documental do que se diz? É uma prova de ingenuidade ou existe algo mais por trás disso tudo. É um problema sério, que não pode ser neglicenciado. O que chama a atenção é que ninguém da administração do prefeito Gilson de Souza (DEM), nem mesmo o próprio, veio a público dar explicações sobre este estado de coisas que não poderia estar ocorrendo em nossa cidade. A Empresa São José, que atua no município há mais de 50 anos, passou por diversos donos em todo este tempo e até hoje não conseguiu apresentar um serviço de qualidade, que agrade aos seus passageiros.
 
Deve ser por causa da falta de fiscalização ou acompanhamento próximo que o francano se sente tão mal servido. Em horários de pico, quem está no Terminal Ayrton Senna, no centro da cidade, percebe que a superlotação dos coletivos é tônica geral, seja para que bairro for, sem que a empresa coloque novos ônibus para amenizar o desconforto de seus passageiros, que pagam uma das passagens mais caras pelo transporte público urbano em todo o País. Espera-se que a Prefeitura, antes de conceder um novo aumento na tarifa, leve em consideração não apenas os números informados pela São José, mas também faça um levantamento das despesas e receitas da empresa. Gilson de Souza foi eleito para isso e não pode mais frustrar os seus eleitores. Vamos aguardar e ver no que vai dar.
 

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