Escritor Luiz Cruz lança livro com memórias de Franca


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Trinta textos compõem o livro Minha Aldeia, de autoria do professor e escritor Luiz Cruz. Dono de obra literária formada por mais de trinta títulos, o mais recente é o terceiro livro que o autor, mineiro de nascimento mas apaixonado por Franca, dedica à terra que o acolheu .
 
Mescla entre pesquisa histórica e sentimento lírico, os textos misturam ficção e realidade. Minha Aldeia não será oficialmente lançado nem estará à venda de maneira ortodoxa. Luiz Cruz pretende presentear amigos que se interessem por esse tipo de literatura e alguns exemplares serão disponibilizados na Livraria e Sebo Almanaque.
 
O título é o terceiro de uma trilogia publicada por Cruz sobre a história da cidade. “É um livro de memórias sobre Franca. Eu já havia feito dois outros trabalhos, o primeiro foi um esboço de história da literatura para fixar a memória de Franca; depois veio o Chico Franco. Terminei essa trilogia com Minha Aldeia, que, na verdade, é um retrato ficcional, mas em cima da verdade”, disse o autor. “Tentei resgatar dados da memória de Franca através de uma série de crônicas que têm uma sequência, mas são textos individuais, autônomos; quando unidos resultam em um pouco da história da cidade”, destacou Cruz.“ Tudo o que eu faço é ambientado em Franca, em cima de uma realidade francana. Meus contos, crônicas e romances são ficção, mas baseados no que vivemos aqui”.
 
A capa da obra, lançada pela Ribeirão Gráfica e Editora, mostra uma pintura da Praça Barão de autoria do artista Arnaldo Barbieri. O marcador de páginas traz uma foto de Gustavo de Andrade que exibe o relógio do sol localizado na Praça Nossa Senhora da Conceição, com a Igreja Matriz ao fundo. O prefácio foi escrito pela jornalista Sonia Machiavelli.
 
Entre todos os textos do livro, Cruz não escolhe um favorito, mas aponta o que seria o mais importante para ele. “Gosto muito do texto de abertura, que é a história de como Franca começou, de forma muito mais ficcional. Mas é um caso pessoal, porque fazer história usando só a ficção fica um pouco difícil. O melhor texto para mim é o que está no marcador de páginas. Na parte de trás tem um texto meu dirigido aos francanos, é a minha história e o meu agradecimento pela acolhida que minha família teve aqui. O que eu sinto, gosto e quero dizer realmente está nesse dizer. É uma carta aos francanos”, finalizou.

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