FANATISMO RELIGIOSO CONTINUA ATINGINDO INOCENTES E CRIA PREOCUPAÇÃO GLOBAL
Os acontecimentos de anteontem mostraram o que a intolerância religiosa pode causar. Quatro pessoas morreram (inclusive o causador da tragédia) e cerca de 30 ficaram feridos depois que um homem atropelou dezenas num dos cartões postais de Londres, esfaqueando ainda um policial (que morreu). Só foi detido pelos tiros disparados por agentes de segurança. Tudo isso às portas do Parlamento britânico, que se encontrava em sessão. As autoridades britânicas tratam o ataque como atentado terrorista, que ontem teve a autoria reivindicada pelo Estado Islâmico, grupo terrorista que age no Oriente Médio, atacando e matando quem não professa da crença de seus integrantes. Nos dias de hoje, está difícil manter uma opinião contra aqueles que deturpam os ensinamentos de seus líderes religiosos. O ataque em Londres foi uma prova disso. A luta sangrenta entre integrantes do Estado Islâmico e cidadãos curdos, na Síria e no Iraque, também. E as agressões mútuas no Oriente Médio idem.
As lições da história da humanidade ainda não foram assimiladas. Basta ver as perseguições aos primeiros cristãos, que deixaram mortos e mártires, ou as cruzadas, na Idade Média, que opuseram cristãos e muçulmanos. Mas a maior delas, que deveria ser sempre lembrada, servindo de alerta, ocorreu na década de 40 do século passado, quando os nacionalistas alemães empreenderam um verdadeiro genocídio contra os judeus. A Segunda Guerra Mundial terminou com a morte de milhões nos campos de concentração da Alemanha de Hitler. Poucos milhares conseguiram se salvar para contar a história. Não há ideologia capaz de explicar a morte de pessoas só por pertencerem a uma raça ou professarem uma religião ou defenderem uma ideia.
Não há nada que possa justificar a morte de qualquer ser humano. Nem ideologias políticas, religiosas ou de gênero. Vemos atualmente o caos tomar conta por causa de um fanatismo odioso e repugnante. O sonho de uma paz duradoura ainda está distante -- aliás, como sempre esteve em toda a história da humanidade. Qualquer fanatismo ou fundamentalismo é perigoso para quem deles não comunga. Nem as mensagens de paz deixadas por Cristo e pelos mártires e profetas do cristianismo; por Maomé, por Buda ou por qualquer outra denominação de divindade são capazes de clamar pela consciência daqueles que tumultuam qualquer tentativa de paz com a guerra. A violência, em todas as suas vertentes, inclusive a urbana, que ceifa vidas — e a nossa História já mostrou isso — é o caminho oposto do que todos nós almejamos. As agressões, partam de onde partirem, só servem para exacerbar os ânimos e atravancar a Humanidade em sua busca pela paz que, embora ainda seja possível, está ficando cada vez mais difícil.
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