O portal GCN lançou nesta segunda-feira, 20, uma nova ferramenta no Facebook que permite a instalação de uma “enquete” na rede social. Os dados de curtidas e manifestações no Facebook são computados automaticamente. “O engajamento da publicação é fundamental para o funcionamento da ferramenta”, disse Leandro Vaz, editor do portal GCN.
A primeira enquete foi lançada com a seguinte pergunta: “O escândalo dos frigoríficos altera sua rotina de consumir carne?”. Centenas de manifestações comentários foram feitos. O resultado após 40 minutos terminou assim: 162 (sim) e 76 (não). “Falta de respeito com o ser humano eu também não como as carnes embaladas”, escreveu Lúcia Helena.
No período em que ficou no ar, a enquete teve cinco mil visualizações. “O resultado foi muito bom. Vamos colocar a ferramenta no ar sempre que um assunto for relevante”, disse Leandro.
A nova ferramenta teve muitos comentários. “Não comerei carnes embaladas, presunto, linguiça...”, escreveu Marilene Corrêa.
COMO FUNCIONA
A enquete foi produzida pela equipe do portal GCN. Cada uma das manifestações é revertida em uma espécie de voto. “Por exemplo, no gráfico de hoje, nós colocamos a opção que se o escândalo alterou o consumo a pessoa ela deveria clicar em curtir, ou no coração se não alterou”, disse Vaz.
CARNE FRACA
A operação "Carne Fraca", deflagrada na sexta-feira, 17, pela PF, investiga uma suposta organização criminosa liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, que, com o pagamento de propina, facilitavam a produção de produtos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.
Alguns dos maiores frigoríficos do país, como JBS, BRF e Seara são alvo da operação. O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, também aparece na investigação em uma conversa interceptada com o suposto líder do esquema criminoso, o qual chama de "grande chefe".
A PF, no então, não vê irregularidades na atuação do ministro.
Frigoríficos menores também aparecem na investigação, como o Peccin, com sede no Paraná. Em uma das conversas interceptadas, um dos donos da empresa e a mulher discutem o uso de carne de cabeça de porto em linguiças, o que é proibido pela legislação.
Em outra gravação, os sócios do frigorífico discutem como reaproveitar um presunto que, embora podre, "não tem cheiro de azedo", e por isso poderia ainda ser vendido. Em outra, combinam adicionar ácido sórbico a amostras de carne enviadas para análise de qualidade para que elas não sejam reprovadas pela fiscalização.
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