O diretor do clube Boa Esporte, de Varginha, Minas Gerais, comentou a repercussão negativa da contratação do goleiro Bruno.
O atleta foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, em 2010. O atleta cumpriu 6 anos e 7 meses, segundo a reportagem do Fantástico, exibida no domingo, dia 19.
Por meio de uma liminar, foi concedida a soltura de Bruno. O goleiro foi então contratado pelo Boa Esporte, o que dividiu opiniões. Muitos moradores de Varginha não consideram que haja mal em trazer o goleiro condenado ao time, enquanto outros abominam a decisão.
Roberto de Moraes, diretor do clube, conversou com a reportagem do Fantástico e comentou a repercussão negativa. "A gente sabia que teria um pouco de dificuldade. Agora é trabalhar e esperar que as coisas aconteçam para frente. É um jogador de alto nível que estava aí no mercado para ser contratado", disse ele. O repórter questionou: "Se fosse uma filha do senhor e tivesse acontecido esse crime, o senhor aceitaria a volta do assassino ao futebol?".
"O meu pensamento é o seguinte: e se o Bruno fosse seu filho?", respondeu o diretor.
A contratação de Bruno afetou a renda do clube, que perdeu patrocinadores. Um deles, Rafael Góis, diretor do Grupo Góis e Silva, explicou os motivos de ter retirado o patrocínio. "Nós cancelamos o patrocínio porque o Boa não quis abrir mão da contratação com o Bruno. Como isso, teoricamente, gerou uma revolta nacional, a gente optou em manter a opção de não ficar com o time. O nosso medo foi que essa negatividade fosse vinculada aos nossos produtos", destacou Rafael.
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