Água de eternidade


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Estamos vivendo o terceiro domingo da Quaresma. Conforme o tempo passa Jesus nos auxilia com seus ensinamentos a buscar a fonte da vida que não termina. Vejamos a Palavra de hoje.
 
Primeira Leitura: Êxodo 17: Após a saída do Egito e a passagem do Mar Vermelho, o povo de Israel, guiado por Moisés, começa a viagem para atravessar o deserto do Sinai e chegar à terra prometida. O início desta viagem foi glorioso. Depois começaram as dificuldades: o calor sufocante do deserto, o cansaço, as serpentes, a fome e, sobretudo a sede. Quando os israelitas percebem que não há água, têm medo de morrer, duvidam da fidelidade de Deus às suas promessas. A experiência de Israel que sai do Egito se repete na vida de todo cristão. Note-se que no texto deste dia Deus não reage com castigos ao desafio que o povo lhe lança. Ele conhece a fragilidade e as dificuldades dos seus filhos. Sabe que existem situações nas quais é muito difícil para o homem continuar acreditando.
 
Segunda leitura: Romanos 5: Em meio às dificuldades e incertezas da vida, podemos chegar ao ponto de pensar que Deus nos tenha abandonado e que a nossa esperança não tenha nenhuma base sólida. Paulo nos ensina que a nossa esperança não está fundada nas nossas boas obras, mas no amor de Deus. Este amor não é fraco, nem inconstante, nem inseguro como o nosso. Deus é diferente de nós. Deus ama os homens também se são seus inimigos. A nossa esperança, diz Paulo, nunca será em vão, não porque nós somos bons, mas porque Deus é bom. 
 
Evangelho: João 4:  Antigamente o poço era o lugar onde as pessoas se encontravam. A Bíblia relata muitos desses encontros junto ao poço. O Evangelho deste domingo nos conta um destes encontros, que tem como protagonista Jesus e uma mulher da Samaria. Jesus, cansado da viagem, senta-se junto ao poço, à espera dos seus discípulos que foram comprar alimentos no vizinho povoado de Sicar. É meio-dia quando chega uma mulher para buscar água e Jesus lhe pede de beber. 
 
O espanto dessa mulher é muito grande. Pelo sotaque percebe imediatamente que aquele que lhe dirige a palavra é um odiado galileu. Como se atreve a pedir água a uma samaritana? Passemos agora ao tema central do diálogo entre Jesus e a samaritana. Os discípulos foram à procura do alimento material. A mulher também veio buscar água material. A estas pessoas Jesus tem para oferecer um alimento e uma água que eles não conhecem. 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral, vigário geral
segantin@comerciodafranca.com.br 

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