Lojistas do Centro reclamam de excesso de ambulantes


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Ambulantes tomam a praça Barão e revoltam comerciantes: Prefeitura diz que ‘está buscando meios de normalizar o trabalho’
Ambulantes tomam a praça Barão e revoltam comerciantes: Prefeitura diz que ‘está buscando meios de normalizar o trabalho’
Goiabas, jacas, morangos, milho, tapetes, cobertores, bijuterias, redes, perfumes, panelas, CDs e DVDs. Esses são apenas alguns dos produtos vendidos pelos ambulantes que nos últimos meses “invadiram” a praça Barão e têm incomodado comerciantes da região. Segundo os reclamantes, esses vendedores se somam aos pedintes e usuários de drogas que passam o dia na praça e estão espantando os clientes que, na opinião dos comerciantes, se incomodam com a insistência deles. Para os lojistas, falta fiscalização por parte da Prefeitura para coibir a ação dos ambulantes e, por parte da Polícia Militar, falta ação para intimidar a venda e o uso de drogas na praça. 
 
“Os problemas com os ambulantes se intensificaram logo após a campanha eleitoral e agora atingimos um nível insuportável. Falta fiscalização, falta policiamento e falta uma atenção maior para os comerciantes da região. Esses vendedores, que muitas vezes chegam de outras cidades, são violentos e causam tumulto. Dias atrás houve uma briga entre eles na porta da minha loja e foi horrível. Temos até medo e isso também é sentido pelos nossos clientes”, disse um dos comerciantes que, assim como os demais, pediu para não ser identificado.
 
A reportagem do Comércio esteve no local e comprovou a presença de carriolas e bancas espalhadas pela praça. “Os ambulantes são um grande problema. Pagamos impostos e eles atrapalham o fluxo de clientes que, muitas vezes, se sentem intimidados. Em alguns casos, esses ambulantes chegam a ser violentos e muitos consumidores deixam de entrar na loja por receio. Se ainda vamos pedir que saiam pelo menos da porta das lojas eles são agressivos e chegam a nos ameaçar”, disse outro comerciante. “Outro fator agravante é a presença de pedintes e usuários de drogas. É constrangedor para nossos clientes que estão saindo e são abordados. Precisamos de mais atenção da Prefeitura e da Polícia Militar, essa situação está difícil demais”, completou.
 
Fiscalização
Em nota, a Prefeitura de Franca informou que “por meio da Divisão de Fiscalização de Obras e Posturas está atenta ao problema e buscando meios de normalizar esse trabalho tão necessário”. E que, dentro das possibilidades da estrutura existente, vem realizando fiscalizações periódicas para coibir a instalação e atuação de ambulantes que não estejam devidamente legalizados, instalados nos locais permitidos e em dia com suas obrigações fiscais, até que seja encontrada uma solução definitiva. 
 
A Polícia Militar informou que o policiamento ostensivo na região da praça Barão, como em toda a área central, é realizado pelas viaturas do setor e por viaturas de apoio e que para o desempenho das atividades, é elaborado diariamente um planejamento estratégico com base nas estatísticas criminais dos fatos registrados.
 
“Ocorrências envolvendo dependentes químicos, muitas vezes, extrapolam a competência policial, já que a legislação trata delitos relacionados como sendo de menor potencial ofensivo, considerando ainda o viciado como um doente”, disse, em nota, a corporação.

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