O mundo anda evoluindo muito rápido. Nas histórias trazidas por livros e revistas; ou mostradas nas telas, as novas tecnologias nos colocam em contato com robôs e seres espaciais concebidos por computadores. Mas a força com que o filme “A Bela e a Fera”, do diretor Bill Condon, chegou aos cinemas na última quinta-feira, demonstra que ainda há lugar para um conto de fadas- quer na imaginação das crianças, quer no coração dos adultos.
“A Bela e a Fera” é história muito antiga, escrita por uma francesa chamada Gabrielle-Suzanne Brabot de Villeneuve em 1740. Depois, em 1756, outra escritora, Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, resumiu e modificou o livro da primeira. Adaptado, encenado e filmado várias vezes, o conto mostra diversas versões diferentes do original. Versões são histórias levemente modificadas.
O conto das francesas apresenta a história da filha mais nova de um rico mercador, conhecida por Bela. Ela era humilde, gentil, generosa e gostava de ler. Tinha duas irmãs mais velhas e bem diferentes , que só apreciavam luxo, festas e lindos vestidos.
Mas eis que o mercador perdeu toda a sua fortuna. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as irmãs mais velhas não se conformaram. Descontavam suas frustrações sobre a caçula, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia.
Um dia o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades. Mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.
No retorno à casa, o pai foi surpreendido por uma tempestade. Abrigou-se então em um castelo que avistou no caminho. O lugar era mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo de que precisava lhe era servido como por encanto. Ao partir, pela manhã, ele avistou um roseiral e, lembrando-se do pedido de Bela, colheu uma flor. Neste momento foi surpreendido pelo dono do castelo, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para não o matar: deveria trazer uma de suas filhas para ficar em seu lugar.
Ao ouvir o pai, Bela se ofereceu para a Fera, imaginando que ela a devoraria. E então... Bom, não vamos contar mais, que é para não tirar a graça. Como dissemos, há muitas versões da história original. O filme que está exibição desde quinta-feira é uma recriação quase exata da clássica animação de 1991 da Disney. Os pais dos leitores do Clubinho certamente a conheceram. Algumas cenas são cópias fiéis, quadro a quadro, palavra por palavra, dos diálogos. Mesmo assim, a atual versão live-action (mistura de animação e atores reais) tem um estilo próprio, é mais vibrante, grandiosa, musical e colorida. Vale a pena assistir!
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