Homo


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Para melhor entender a vida, a ciência, busca, na generalidade dos seres conhecidos, especificá-los e subdividi-los. Assim, homo, referindo-se ao gênero humano, acha-se subdividido em Homo habilis, isto é, os que conquistaram a habilidade para a confecção de objetos, Homo erectus, os que adquiriram a capacidade de deambular sobre os dois pés, e Homo sapiens, aqueles com alguma inteligência. 
 
Agora, uma nova classificação está sendo proposta pelo historiador israelense Yuval Noah Harari no seu livro Homo-Deus - Uma breve história do amanhã. Segundo o caderno Cotidiano, da Folha de S. Paulo (12/11/16), o autor afirma que, com as novas conquistas tecnológicas, especialmente na área da computação, perderemos nosso livre-arbítrio, posto que ao escolher qualquer opção (de leitura, por exemplo), a máquina já saberá sobre as nossas tendências, modo de viver, enfim, o computador é que escolherá por nós. 
 
Confessa, contudo, acreditar que somente a consciência não será manipulada, por serem desconhecidos a sua essência, sua localização e funcionamento completo. 
 
Por oportuno, a Doutrina Espírita opina que, apesar de todo avanço da ciência da computação, a consciência humana não se lhe submeterá, visto tratar-se da essência - o espírito imortal - que, emanada da Divina Sabedoria, manifesta-se no mundo das formas por meio do cérebro. 
 
Núbor Facure, reconhecido neurocirurgião de Campinas (SP), proclama que a ciência distingue cérebro de mente. Aquele, a máquina, esta última, o agente que cria e administra os pensamentos. 
 
Felipe Salomão
bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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