O borracheiro Luís Felipe Martins França, acusado de matar o motorista Hélio de Paula Vasconcelos, 43, na Vila Rezende, se apresentou ontem à Polícia Civil. Ele confessou a autoria do crime, mas como escapou do flagrante, foi solto após prestar depoimento. Vai responder em liberdade por homicídio duplamente qualificado. Um fato novo veio à tona: a equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apurou que o avô dele, José do Carmo Rosa, de 58, também teria ajudado a matar a vítima.
O assassinato aconteceu domingo à tarde, na avenida Major Moura Matos. Hélio foi encontrado sem vida perto da pracinha da Rezende. Testemunhas disseram aos policiais que o motorista teria ido até a borracharia e discutido com José do Carmo. Acusaram Luís Felipe de “comprar a briga” e esfaquear o desafeto do avô.
O acusado fugiu até passar o período de flagrante. Acompanhando de um advogado, Luís Felipe se apresentou na sede da DIG, ontem, e deu sua versão. Admitiu ter matado o motorista, disse que o crime foi consequência de uma discussão anterior ocorrida entre o avô e a vítima e que não teve a intenção de matar.
O delegado Márcio Murari não acreditou na versão apresentada. Para ele, foi um crime premeditado. “Pelo o que apuramos junto a testemunhas, o avô chamou o neto para acabar com a vida do Hélio. O neto chegou ao local já imbuído da intenção e perguntou pela vítima. O próprio avô indicou onde a vítima estava.”
Segundo a polícia, após identificar a vítima, Luís se aproximou e deu um soco no rosto de Hélio. “A vítima caiu e, quando foi pegar seus óculos, já tomou o primeiro golpe. Depois, houve uma sucessão de golpes.” Na sequência, o avô de Luís Felipe teria entrado em cena. “A vítima ainda tentou correr, mas foi segurada pelo avô. O rapaz voltou e deu novos golpes, o que acabou sendo fatal. Pelo o que colhemos nos depoimentos, o avô teve uma participação ativa no crime. Há uma informação, que estamos apurando melhor, de que ele teria dado até dinheiro para o neto tomar estas medidas.”
O avô do acusado será intimado a prestar depoimento e também deverá ser indiciado por participação no crime. “Ele não foi o que efetivou os golpes, mas, tudo indica que incitou e ajudou a conter a vítima. Por isso, também vai responder, na medida de sua participação, pelo crime de homicídio.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.