A psicóloga Adelita Monteiro, que também atua como doula na cidade, esteve na Câmara nesta terça-feira para defender a aprovação do projeto de lei que permite a presença de doula nos hospitais da cidade. Ela quer que um número cada vez maior de mulheres tenha acesso ao parto humanizado, que pretende estreitar o vínculo entre a mãe e o bebê e diminuir a dor e o desconforto da mulher e da criança durante o parto.
O trabalho de Adelita em Franca começou em 2014 quando ela quis ter um parto humanizado e não conseguiu. "Precisei ir para São Carlos, porque aqui não era possível". Desde então, ela vem lutando para implantar as técnicas e normas do parto humanizado em Franca.
A doula, que é uma assistente da gestante antes, durante e depois da gestação, é apenas uma das característica que compõem o conceito de parto humanizado. Sua principal função é oferecer conforto, tranquilidade e segurança para mulher. Ela não realiza procedimentos médicos ou clínicos. Não substitui nenhum dos profissionais do hospital e não é acompanhante da gestante. "Ela tem um papel muito importante de suporte aos pais. Não interferimos em nada na conduta médica", disse. A formação da doula é por meio de um curso especializado de 50 horas, não é função técnica.
Segundo Adelita, a presença das doulas reduz em 50% os índices de cesárea e 25% o tempo de duração de um parto normal. "A presença da doula deveria ser estimulada nos hospitais".
Ela disse que desde 2001 o Ministério da Saúde vem recomendando a presença da doula durante os partos, mas a implantação ainda está longe de ser uma realidade.
Para a psicóloga, a presença da doula também pode diminuir o que se classifica como violência obstétrica, que a mulher sofre durante o parto ou mesmo no pré-natal. Ela citou como exemplo a negativa de anestesia, a sonegação de informações sobre procedimentos médicos adotados e agressões verbais ou mesmo fisica, sem contar as ameaças.
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