Mesmo depois do surgimento da Lei Maria da Penha, criada por iniciativa de uma mulher com este nome, que sofreu com a violência de seu marido, as agressões e abusos continuam acontecendo. Até porque é muito frágil a aplicação das leis em nosso País, e logo o camarada já está na rua, voltando a ameaçar a companheira, de uma forma covarde, sabedor da fragilidade física da mulher, com raríssimas exceções. Outro motivo é a ausência de uma casa destinada a acolher a mulher vitimizada, onde pudesse ficar algum tempo, com toda segurança. Muitas dessas mulheres acabam deixando de denunciar o marido ou companheiro, pensando na manutenção dos filhos e por não ter para onde ir. Outras acreditam que ele possa se regenerar, que vai mudar de vida, que vai largar a bebida e virar um novo homem. Mas, o que a mulher precisa entender é que se o cara bater uma vez, com certeza vai repetir a dose outras vezes. E, nessa hora, o covarde não se lembra que tem também uma mãe, uma filha, uma irmã, que podem igualmente ser vítimas do companheiro, mas aí ele não admite. Por outro lado, as mulheres precisam também se dar mais valor. É comum se ver nos bancos da praça, nos barzinhos e outros locais de encontro, namoradas com roupas provocativas, sentadas literalmente no colo do namorado. Dali para o motel não espera um segundo encontro. Aliás, tempo de namoro é justamente para conhecer melhor com quem vai ter um relacionamento normal e respeitoso por toda a vida, entendendo que casamento não é uma aventura passageira, sem maiores compromissos.
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