O muriqui possui pelo macio, sua cor é parda com partes amareladas na barriga e interior dos membros. A cara é preta, daí o nome carvoeiro, lembrando os trabalhadores das minas de carvão que ficam com o rosto enegrecido. A cauda do mono vale por um braço, tendo até 1,30 m de comprimento. Ela o ajuda a se movimentar entre as árvores e pegar alimentos. A ponta não tem pelo e sim pele, semelhante à da mão, inclusive com sensibilidade de tato. Assim, o muriqui pode manipular objetos tão pequenos quanto uma ervilha e carregá-los durante o deslocamento nas árvores.
A poderosa musculatura da cauda sustenta tranquilamente o corpo do animal pendurado. Os polegares aparecem na mão de forma rudimentar ou simplesmente não existem em alguns animais. Os outros dedos são longos permitindo-lhes agarrar com firmeza mesmo os galhos mais distantes. Sua agilidade é apenas comparável à dos gibões da Ásia e dos macacos-aranha da Amazônia, fazendo deles os acrobatas da floresta.
Os olhos frontais proporcionam uma visão como a dos humanos, felinos e algumas aves de rapina, possibilitando avaliar com precisão a distância dos objetos. É uma qualidade essencial para quem vive pulando de galho em galho. Mesmo assim muriqui nenhum nasce sabendo saltar. As mães precisam ajudar os filhotes nas passagens mais difíceis, usando o próprio peso para aproximar os galhos, formando com o corpo deitado, os braços e a cauda estendidos, uma ponte sobre a qual a cria fará a travessia. O tempo de vida do muriqui ainda é incerto, mas sabe-se da existência de exemplares com mais de 30 anos.
Comem vegetais e insetos em florestas tropicais úmidas de regiões montanhosas, como a Mata Atlântica. Vivem em bandos de 30 a 35 indivíduos. Eles raramente descem ao chão, permanecendo dia e noite nas copas das árvores. Os muriquis produzem nada menos do que 22 sons de voz, cada uma com sua finalidade específica.
O muriqui é um ser pacífico, de temperamento cordial, de movimentos acrobáticos, não atacando plantações nem o homem.
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