Juiz de Franca vai julgar vereadores da Sevandija


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O processo da Justiça Eleitoral foi direcionado ao juiz José Arimatéa Rodrigues, responsável pelo cartório da 240ª Zona
O processo da Justiça Eleitoral foi direcionado ao juiz José Arimatéa Rodrigues, responsável pelo cartório da 240ª Zona
Onze vereadores e ex-vereadores de Ribeirão Preto acusados de envolvimento nos escândalos de corrupção durante o governo da ex-prefeita Darcy Vera (PSD), cuja investigação recebeu o nome de Operação Sevandija, serão julgados em Franca. Pelo menos no que se refere aos crimes eleitorais apontados pela Polícia Federal na conclusão do inquérito a respeito do caso. 
 
O desaforamento (quando um caso é julgado em outra comarca) foi determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral depois que os dois juízes eleitorais de Ribeirão Preto se declararam suspeitos. Ambos afirmaram que trabalharam com a juíza Flávia de Almeida Montingelli Zanferdini, que foi titular da 9ª Vara Cívil de Ribeirão Preto, e é mulher do ex-vereador Samuel Zanferdini (PSD), um dos réus. Com isso, o processo foi direcionado ao juiz José Arimatéa Rodrigues, responsável pelo cartório da 240ª Zona Eleitoral e também diretor do Fórum em Franca.
 
São réus no processo os ex-vereadores Samuel Zanferdini, Walter Gomes (PTB), José Carlos de Oliveira, o Bebé (PSD), Cícero Gomes da Silva (PMDB), Antonio Carlos Capela Novas (PPS), Genivaldo Gomes (PSD), Maurílio Romano (PP), Evaldo Mendonça, o Giló (PTB), Maurício Gasparini (PSDB), Ricardo Silva (que concorreu à Prefeitura) e Guilherme Feitosa.
 
Na ação, o Ministério Público Eleitoral acusa os onze políticos de cometer crime eleitoral ao indicarem para cargos parentes e amigos que depois atuavam como cabos eleitorais. Na visão da acusação, os vereadores trocavam cargos por votos. “Quanto mais cargos estivesse à disposição de um vereador, mais votos ele teria. Além de obter o voto da pessoa contratada, certamente contaria com tantos outros que seu indicado não hesitaria em pedir”. 
 
Além disso, o grupo também teria usado o dinheiro obtido com a corrupção e a propinas do esquema Sevandija para o financiamento de suas campanhas eleitorais no ano passado, já que todos foram candidatos à reeleição, com exceção de Ricardo Silva, que concorreu à Prefeitura de Ribeirão Preto e Guilherme Feitosa, que disputou para vice-prefeito. “Não restam dúvidas de que as campanhas eleitorais dos requeridos foram beneficiadas por abuso do poder econômico na medida em que um sofisticado sistema de arrecadação de dinheiro público foi montado para obter altas cifras por meio de contratos assinados pela Prefeitura de Ribeirão Preto, cujos recursos permitiram a captação de votos pelos candidatos em questão e as propinas ajudaram a financiar as campanhas”, afirmaram os promotores na acusação.
 
O caso já foi transferido para o Fórum de Franca no início de fevereiro e ainda não tem uma previsão para a conclusão do julgamento. 

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