Câmara aprovou repasse para ajudar a acelerar conclusão do Copacabana
Foi tema deste espaço, no último domingo, a situação dos mutuários dos 406 apartamentos dos conjuntos habitacionais Copacabana I, II e III. Abordamos os meses e meses de espera por parte daqueles que sonham, finalmente, receber e usufruir sua casa própria. A entrega da obra havia assumido ares de novela, com tantos capítulos negativos que deixaram os futuros moradores indignados. Foram tantos os adiamentos e as idas e vindas a respeito das unidades, que pegar as chaves do imóvel que compraram parecia ainda muito distante.
O cenário começou a mudar quando a empresa responsável pelas obras - que começaram em abril de 2014 - garantiram a finalização das mesmas em junho e data de entrega das unidades para setembro. Os donos já respiraram mais aliviados. Depois, veio a atuação do prefeito Gilson de Souza (DEM), que protocolou um projeto de lei para ajudar a acelerar o processo. Pela proposta, a Prefeitura pretendia destinar R$ 677 mil para resolver problemas de infraestrutura e regularização. Faltava, então, a aprovação do projeto pela Câmara. O que aconteceu na sessão de ontem. Pronto, mais um passo importante rumo ao novo endereço foi dado pelos mutuários que aguardam há tanto tempo por isso. Os vereadores aprovaram por unanimidade a destinação do dinheiro para as obras do entorno do Conjunto Habitacional do Copacabana. Com os recursos, a prefeitura deve resolver os entraves que ainda atrapalham a entrega dos mais de 400 imóveis.
É, sem dúvida, motivo de comemoração. Depois de tantos atropelos no início de governo, e diante de tantas cobranças - muitas justas - da população, o governo também se movimenta numa direção correta. Apresenta solução efetiva, consegue a aprovação e pode ajudar a resolver o problema de milhares de pessoas: as famílias que serão beneficiadas pela entrega das chaves.
A promotoria de Justiça da Habitação também prevê reunião para o próximo dia 13, quando os responsáveis pela obra, a Caixa Econômica Federal (agente financeiro do empreendimento, realizado via Minha Casa Minha Vida) e a prefeitura devem discutir detalhes finais para encerrar a questão da melhor forma possível.
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